Dólar cai e Bolsa sobe com eleições e 4ª queda seguida do preço do petróleo

O dólar registrou queda de 0,70% frente ao real, cotado a R$ 5,10, nesta segunda-feira (21/9). Já o Ibovespa, o principal índice da Bolsa brasileira (B3), perto do horário de fechamento, subia 0,82%, aos 186,7 mil pontos.
O bom humor voltou aos mercados de câmbio e de ações no país, embalado por mais um recuo — o quarto seguido — no preço internacional do petróleo. A queda foi resultado da retomada da expectativa de um acordo de cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.
Com isso, os contratos para novembro do barril do tipo Brent, a referência internacional da commodity, baixaram 3,40%, a US$ 100,34. Para outubro, o tipo West Texas Intermediate (WTI), que baliza o comércio nos Estados Unidos, ficou 4,51% mais barato, a US$ 95,78.
O movimento de baixa foi puxado por declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, à Fox News. O republicano afirmou que, provavelmente, estaria aberto a se encontrar com o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), que começa nesta terça-feira (22/9).
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles
De acordo com o jornal The New York Times, o republicano também desistiu de bombardear alvos de militantes houthis, aliados do Irã, apesar dos apelos da Arábia Saudita. O fluxo de petróleo pela região dos conflitos também aumentou nos últimos dias. As boas novas no front do Oriente Médio diminuem a pressão inflacionária sobre a economia mundial, provocada pela alta do preço do petróleo.
Inteligência artificial
Na sessão, os investidores também demonstram um maior apetite ao risco como resultado da reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e o da China, Xi Jinping, na quinta-feira (24/9).
Com o encontro, existe a expectativa de ao menos uma suavização de pontos de forte estresse entre as duas potências, com avanços nas discussões sobre a questão tarifária e o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial (IA).
Bolsas globais
Nesse cenário, as principais bolsas de Europa fecharam em alta. O mesmo deu-se em Nova York. O Dow Jones subiu 0,71%, para 52.048,83 pontos; o S&P500, avançou 1,49% (7.764,70 pontos ); e o Nasdaq, que concentra ações de tecnologia, anotou valorização de 2,26% (27.122,09 pontos).
Ibovespa
Na avaliação de João Vitor Saccardo, responsável pela mesa de renda variável da Convexa, o Ibovespa subiu, apesar da queda das ações da Petrobras e da Vale, que têm grande peso no índice.
“O petróleo caiu forte com expectativas de negociações entre EUA e Irã e a recuperação de embarques sauditas”, diz. “No mercado doméstico, existe a possibilidade de mais uma queda na Selic de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Copom, em novembro.”
Ele acrescenta que novas pesquisas eleitorais estão definindo um cenário mais positivo para o candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), preferido por grande parte do mercado, na corrida eleitoral. “Diante disso, as empresas domésticas sobem na B3. O destaque negativo fica para a queda de BB Seguridade depois de reportar queda nos prêmios, pressionados pelo seguro rural”, afirma.
Mais sobre o dólar
Emerson Junior, da mesa de câmbio da corretora, observa que as bolsas em Nova York também avançaram com força, com o otimismo com o encontro entre Xi Jinping e Trump, na quinta-feira, no qual ambos discutirão questões ligadas à inteligência artificial (IA). “No Brasil, o dólar à vista recuou, descolando-se da alta do índice DXY (+0,21% aos 100 pontos) e da estabilidade entre os emergentes. O principal motor do alívio cambial foi doméstico: o mercado reagiu aos novos dados da pesquisa Nexus/BTG, que apontam empate técnico tanto no primeiro quanto no segundo turno da corrida eleitoral, mantendo o ‘trade eleitoral’ ativo”, diz.
Metrópoles


