Domingo tem Unidos de Memphis x Acadêmicos do Neymar

Ficou para a 25ª rodada do Campeonato Brasileiro o confronto mais aguardado pelas redes sociais.
Neste domingo (30), na Neo Química Arena, às 16h, as trends vão parar (ou se movimentar loucamente) para o clássico Unidos de Memphis x Acadêmicos de Neymar —é possível que um ou outro jornalista esportivo também chame o jogo pelo apelido menos conhecido hoje em dia, Corinthians x Santos.
Ok, usar acadêmicos e Neymar junto pode ser um exagero, pelo qual este escriba humilde pede desculpas. Afinal, foi o próprio Neymar, o pai, que disse que o filho é obrigado a jogar justamente por não ter estudado medicina. Talvez fosse melhor chamar o grupo de Império de Neymar.
E Unidos por Memphis encaixa melhor do outro lado. Ficamos assim então: Unidos por Memphis x Império de Neymar.
Em um duelo com ares carnavalescos, os queridões Memphis e Neymar (obedecendo a ordem do mandante) serão os reis da bateria, os líderes da comissão de frente, os donos da fantasia, o samba e o enredo.
A não ser que Yuri Alberto volte marcando dois gols; ou que Lil Gabi (antigo Gabigol) consiga jogar um pouco de trap ao ritmo do jogo; ou que os goleiros Hugo Souza/Gabriel Brazão brequem a bateria do rival, Memphis e Neymar serão os donos das manchetes.
Por várias circunstâncias que passam longe dos gramados, eles se tornaram praticamente os donos dos respectivos times —azar dos times.
Memphis, que larga na frente na categoria adereço, pelo menos está cercado de um melhor conjunto. A zaga tem jogado bem, Breno Bidon é o condutor do time e Matheuzinho —quando não está urrando na cara de ninguém e lembra que sua profissão é jogador de futebol— tem sido um bom apoio.
No ataque, alguns corintianos sem coração dizem que o time terá três reforços: as presenças de Yuri Alberto (que ainda tem seu retorno questionado) e Memphis e a ausência de Pedro Raul, o belo.
Na artilharia dos Pedros do Brasileiro, Pedro Raul está atrás apenas de Pedro (Flamengo), que tem 15, Pedro Rocha (Coritiba), com 6, João Pedro (Corinthians) e João Pedro (Remo), ambos com um gol. Em seguida, já vem o harmonizado atacante corintiano.
No Santos, Neymar, o Júnior, é o dono do pedaço, de todos os pedaços. O jovem, com seis gols e sete cartões amarelos, praticamente se escala e avisa quando vai jogar ou viajar. Às vezes, dá pena ver a comissão técnica tentando arrumar desculpa para o camisa 10, tudo em nome do tal controle de carga —e carga, como conta o dicionário, é um sinônimo para fardo.
Mas Neymar, o Júnior (ao lado de Neymar, o pai), segue firme na missão de conquistar o mundo a partir do litoral. Ao pagar um transfer ban do time só para poderem contratar o jogador-parça Arthur (atendendo pedido do próprio Ney), a empresa dos Neymares poderá negociar mais algum pedaço da camisa do Santos.
E o salário? Fácil de pagar. De acordo com veículos de imprensa, Arthur, o parça, ganhava (ou deveria ganhar) R$ 4 milhões no Grêmio, e vai receber apenas R$ 1,5 milhão na Vila. Na contabilidade de torcedores polianistas, diriam que o Santos fez um grande investimento e está economizando R$ 2,5 milhões por mês.
O importante é que quem for ao estádio estará diante de um privilégio: ver Memphis e Neymar em campo ao mesmo tempo. No caso do santista, será apenas o segundo jogo dele como visitante no campeonato inteiro.
Isso mesmo. Antes do clássico de domingo, só a torcida do Vasco teve a honra de receber o camisa 10.
Assim, Neymar pode ser acusado de muita coisa, menos de continuar no futebol apenas para acumular milhagem.
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Esporte / Folha de São Paulo



