Política

Edital do STF sobre monitoramento de redes gera críticas na direita

Uma licitação aberta pelo STF (Supremo Tribunal Federal) para monitoramento de redes sociais tem aumentado as críticas da direita à corte, que aponta risco de uso político das informações para perseguição de adversários.

O processo foi aberto em maio, para renovação de um contrato de acompanhamento de informações sobre a corte em redes como Instagram, X, YouTube, Facebook, TikTok, LinedIn, Kwai e Discord. O valor é de R$ 249 mil.

Um dos pontos contestados por políticos de oposição é a exigência de que a empresa vencedora faça uma classificação sobre o “sentimento” de influenciadores com relação ao STF, rotulando suas interações como positivas, negativas ou neutras.

No início de agosto, o senador Rogerio Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), entrou com uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a suspensão do edital. Ele justificou que o certame representaria um risco potencial à liberdade de pensamento e expressão.

Outros que criticaram o edital foram candidatos do Partido Novo, como Cris Monteiro, que disputa mandato de deputada federal em São Paulo, e Gerson Pires, que busca vaga na Assembleia Legislativa do estado.

Procurado, o STF negou objetivos políticos e afirmou que o monitoramento de redes é uma prática rotineira em grandes órgãos e empresas, usada apenas para aprimoramento das suas ações de comunicação. Acrescentou ainda que se trata somente da renovação de um contrato já existente, que expirou.


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Folha de São Paulo

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