Eleições 2026: Flávio Bolsonaro ainda está longe do desempenho do pai contra Lula no Sul

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O sobrenome Bolsonaro tem peso específico na região Sul, onde a extrema-direita avançou enrolada na bandeira do antipetismo. Porém, o candidato Flávio Bolsonaro ainda enfrenta dificuldades com o legado político do pai no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Nesses três estados vivem 22,8 milhões de eleitores. Oito em cada dez votaram na última disputa presidencial, em 2022. E deram 60% dos votos válidos a Jair Bolsonaro, reconhecido como o candidato antiLula.
Flávio Bolsonaro ainda parece distante do desempenho eleitoral do pai, que o escolheu candidato à presidência pelo Partido Liberal. As pesquisas Quaest sobre tendências de voto nos três estados do Sul mostram que ele está à frente de Lula, com larga vantagem, mas está imobilizado no patamar de 40% das intenções de voto.
O cenário mais favorável é o de Santa Catarina, que abriga quatro milhões de eleitores.

Sete em cada dez catarinenses desaprovam o governo Lula. E menos da metade do eleitorado (45%) declara intenção de voto em Flávio Bolsonaro.
Ele está desidratado, se comparado ao pai que alcançou 69% dos votos em 2022.
Ainda assim, conseguiu catalisar o antipetismo: é favorito com 25 pontos à frente de Lula, que se mantém num patamar (20%) abaixo da votação (30,7%) obtida em 2022.
Retrato similar surgiu em pesquisa no Paraná, onde vivem seis milhões de eleitores.


Dois terços reprovam o governo Lula. Flávio Bolsonaro é o favorito nas intenções de voto (42%), com dianteira de 18 pontos em relação a Lula (24%).
O candidato do Partido Liberal, aparentemente, até agora não conseguiu empolgar o eleitorado paranaense, que há quatro anos deu ampla maioria de votos (62,4%) a Jair Bolsonaro.
O quadro está mais balanceado no eleitorado de 6,6 milhões do Rio Grande do Sul.


A desaprovação (55%) do governo Lula é expressiva, porém, um pouco menos intensa do que se percebe nos vizinhos sulistas.
A sondagem da Quaest mostra uma disputa equilibrada, com virtual empate entre Flávio Bolsonaro (34%) e Lula (29%).
A vantagem gaúcha do candidato do PL é de apenas cinco pontos. Contrasta com a liderança de 12 pontos consolidada por Jair Bolsonaro na vitória estadual (56,3%) contra Lula (43,6%) em 2022.
A cinco semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro consegue ser reconhecido como alternativa da extrema-direita ao antipetismo na região Sul. Mas, comparado ao pai, ainda está longe de liderar efetivamente esse reduto tradicional do conservadorismo.
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