Política

Eleições 2026: Flávio Bolsonaro ainda está longe do desempenho do pai contra Lula no Sul

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O sobrenome Bolsonaro tem peso específico na região Sul, onde a extrema-direita avançou enrolada na bandeira do antipetismo. Porém, o candidato Flávio Bolsonaro ainda enfrenta dificuldades com o legado político do pai no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

Nesses três estados vivem 22,8 milhões de eleitores. Oito em cada dez votaram na última disputa presidencial, em 2022. E deram 60% dos votos válidos a Jair Bolsonaro, reconhecido como o candidato antiLula.

Flávio Bolsonaro ainda parece distante do desempenho eleitoral do pai, que o escolheu candidato à presidência pelo Partido Liberal. As pesquisas Quaest sobre tendências de voto nos três estados do Sul mostram que ele está à frente de Lula, com larga vantagem, mas está imobilizado no patamar de 40% das intenções de voto.

O cenário mais favorável é o de Santa Catarina, que abriga quatro milhões de eleitores.

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Gráfico de barras mostrando a avaliação do governo Lula entre catarinenses por gênero. Mulheres: 21% positivo, 19% regular, 59% negativo, 1% NS/NR. Homens: 20% positivo, 19% regular, 60% negativo, 1% NS/NR
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Sete em cada dez catarinenses desaprovam o governo Lula. E menos da metade do eleitorado (45%) declara intenção de voto em Flávio Bolsonaro.

Ele está desidratado, se comparado ao pai que alcançou 69% dos votos em 2022.

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Ainda assim, conseguiu catalisar o antipetismo: é favorito com 25 pontos à frente de Lula, que se mantém num patamar (20%) abaixo da votação (30,7%) obtida em 2022.

Retrato similar surgiu em pesquisa no Paraná, onde vivem seis milhões de eleitores.

Gráfico de barras horizontais mostra o cenário da eleição presidencial no Paraná. Flávio Bolsonaro (PL) lidera com 41%, seguido por Lula (PT) com 23% e Ronaldo Caiado (PSD) com 5%. Outros candidatos têm 3% ou menos. Indecisos somam 17% e Branco/Nulo/Não vai votar, 7%. A pesquisa Quaest/TV Globo/Rede Paranaense foi realizada com 804 entrevistas entre 20 e 23 de agosto de 2006, com margem de erro de 5 pontos
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Gráfico de linhas mostrando a avaliação do governo Lula no Paraná, dividido por gênero. Mulheres: avaliação negativa variou de 41% a 56%, positiva de 23% a 32%. Homens: avaliação negativa de 42% a 61%, positiva de 18% a 29%. Dados de abril de 2004 a agosto de 2006
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Dois terços reprovam o governo Lula. Flávio Bolsonaro é o favorito nas intenções de voto (42%), com dianteira de 18 pontos em relação a Lula (24%).

O candidato do Partido Liberal, aparentemente, até agora não conseguiu empolgar o eleitorado paranaense, que há quatro anos deu ampla maioria de votos (62,4%) a Jair Bolsonaro.

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O quadro está mais balanceado no eleitorado de 6,6 milhões do Rio Grande do Sul.

Gráfico de barras horizontais mostra o equilíbrio na disputa presidencial no Rio Grande do Sul. Flávio Bolsonaro lidera com 34%, seguido por Lula com 28%. Outros candidatos têm 3% ou menos. Indecisos somam 18% e Brancos/Nulos/Não vai votar, 10%
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Gráfico de linhas mostrando a avaliação do governo Lula no Rio Grande do Sul, separado por gênero, de fevereiro a agosto de 2006. Mulheres: negativo (vermelho) variou de 48% a 39%; regular (amarelo) de 30% a 31%; positivo (azul) de 21% a 26%. Homens: negativo (vermelho) de 57% a 49%; regular (amarelo) de 25% a 24%; positivo (azul) de 17% a 24%
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A desaprovação (55%) do governo Lula é expressiva, porém, um pouco menos intensa do que se percebe nos vizinhos sulistas.

A sondagem da Quaest mostra uma disputa equilibrada, com virtual empate entre Flávio Bolsonaro (34%) e Lula (29%).

A vantagem gaúcha do candidato do PL é de apenas cinco pontos. Contrasta com a liderança de 12 pontos consolidada por Jair Bolsonaro na vitória estadual (56,3%) contra Lula (43,6%) em 2022.

A cinco semanas do primeiro turno, Flávio Bolsonaro consegue ser reconhecido como alternativa da extrema-direita ao antipetismo na região Sul. Mas, comparado ao pai, ainda está longe de liderar efetivamente esse reduto tradicional do conservadorismo.

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