Política

Eleições 2026: Flávio Bolsonaro segue em queda com alternativas em análise nas pesquisas

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Faltam 12 semanas para a primeira rodada de votação e o candidato presidencial da oposição mais destacado nas sondagens está completando um ciclo de três meses de declínio constante na preferência eleitoral. É o que mostra o agregador de pesquisas criado pelo canal Meio e o instituto Ideia.

A queda de Flávio Bolsonaro começou em abril, e continua. Ele foi ultrapassado por Lula.

O presidente-candidato se mantém na liderança, mas segue exposto numa posição de fragilidade produzida por rejeição alta (próxima de 50%), persistente e só comparável à do adversário do Partido Liberal, segundo a média das pesquisas.

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O declínio do senador Bolsonaro, naturalmente, criou um ambiente de especulação. Isso tem estimulado pesquisas sobre a viabilidade de candidaturas alternativas na extrema direita.

A mais óbvia é a da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. Ela foi protagonista de um embate público com Flávio Bolsonaro, dizendo-se desrespeitada, maltratada e humilhada por ele.

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Pesquisadores do Meio/Ideia descreveram a hipótese de um confronto entre Lula e Michelle Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. E perguntaram aos eleitores entrevistados em quem votariam.

O resultado é curioso. Os homens se dividiram, mas a maioria (42,1%) declarou preferência por Michelle Bolsonaro.

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Já as mulheres se mostraram decididas no apoio à reeleição de Lula por ampla maioria (50,3%) — ou seja, com 20 pontos percentuais de diferença em relação às intenções de voto feminino em Michelle Bolsonaro.

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O ritmo da campanha será acelerado com as sucessivas convenções partidárias nos dias seguintes à Copa do Mundo.

Mais de vinte mil candidatos devem ser inscritos nas eleições legislativas e, em última análise, são eles que irão conduzir as campanhas dos candidatos presidenciais nos seus distritos eleitorais. Sem identidade política definida, a fidelidade partidária é fantasia.

A alta e contínua rejeição a Lula e a Flávio Bolsonaro, que concentram dois terços da preferência nas pesquisas, condimenta essa temporada eleitoral cada vez mais imprevisível.

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