Política

Elo de Jaques Wagner com o Master será a primeiro teste de fogo da ‘Fórmula Janones’

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As investigações que apuraram as conexões do senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo no Senado,  com o escândalo do Banco Master são a primeira oportunidade para o PT testar a “Fórmula Janones” nas redes sociais.

Recentemente, o deputado federal André Janones (Rede-MG), que integra a linha de frente da tropa digital do governo Lula, participou de um seminário e ensinou os petistas algumas técnicas de atuação nas redes sociais.

Diante de um público composto por ministros do governo, lideranças do partido e militantes, Janones recomendou que os apoiadores do presidente criem versões dos fatos em suas publicações nas plataformas digitais.

“O que está em jogo é a democracia desse país. E para salvar a democracia antes eu dizia que valia quase tudo. Hoje, para mim, vale tudo”, disse o deputado.

Com a operação que jogou o líder do governo Lula no centro do caso Master, o desafio da militância será tentar responder aos ataques desferidos pela oposição nas redes sociais a partir das recomendações passadas por Janones.

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A fórmula do deputado recomenda que os petistas procurem mudar o tema que estiver sendo explorado pela oposição. Desde a operação contra Jaques Wagner, os bolsonaristas intensificaram as críticas ao PT nas redes sociais, associando o partido ao escândalo financeiro. “Desviar o foco não é mentir, é criar a sua versão dos fatos”, ensinou o deputado no evento do PT.

Janones também compartilhou com a militância petista estratégias classificadas como “bem-sucedidas”, adotadas por ele no embate nas redes sociais.

O parlamentar contou que, em 2022, para responder a ataques feitos a Lula, então candidato, ele difundiu que tinha a posse de conteúdos supostamente comprometedores que estavam armazenados no celular de Gustavo Bebianno, ex-ministro do governo Bolsonaro, morto em 2020.

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“Eu tinha mesmo esse conteúdo. Fui nas redes sociais e falei: ‘olha, recebi os conteúdos do celular do Bebianno e vou soltar a qualquer momento’. E isso tomou conta da internet e desviou o foco do que estavam falando do lado de lá”, lembrou Janones. “Não tinha nada demais. Mas eu não falei que tinha algo demais. Eles deduziram isso”, finalizou.

Não se sabe ainda como o PT vai reagir à descoberta de que seu líder no Senado também compartilhava das benesses do banco Master.

Detalhe: o parlamentar não considera o que ele faz um processo de criação de fake news.

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