Política

Em depoimento, motorista de Haddad reafirma abordagem policial, mas diz não ver abuso de poder

O motorista de Fernando Haddad (PT), Alessandro Caseri, reafirmou em depoimento à Polícia Civil nesta segunda-feira (17) ter sido abordado por policiais militares enquanto transitava com veículo do candidato na noite do último dia 11.

Aos delegados da 2ª Delegacia Seccional Sul, Caseri disse, no entanto, que não tem pretensão de acusar os policiais de abuso de poder por ter sido abordado.

A versão do motorista contradiz as da Secretaria de Segurança Pùblica e do governador Tarcísio de Freitas, que disseram não ter havido abordagem, com base em registros de carros policiais e imagens de câmeras.

O motorista relatou que houve três momentos distintos na abordagem. Na primeira vez, ainda com Haddad no carro, disse que policiais passaram e colocaram um “canhão de luz” sobre os passageiros.

Da segunda vez, já depois de ter deixado Haddad em casa, uma viatura teria se aproximado na avenida Moreira Guimarães, perto do Detran, e emparelhado lateralmente. Os policiais teriam olhado fixamente para o carro de Caseri e seguido.

A terceira vez teria ocorrido perto de um hotel na rua Joinville, onde o motorista, desconfiado da situação, teria parado perto de câmeras de segurança.

Uma viatura o teria ultrapassado, e um dos policiais teria dito a frase “olha o carro”. Caseri diz que não ouviu as palavras, mas conseguiu perceber o movimento dos lábios de um policial.

Na sequência, a viatura teria estacionado e três policiais teriam descido. Um deles teria dito “vaza” para o motorista.

Caseri afirmou que tais atitudes lhe causaram estranheza, e que achou que sofreria uma abordagem por parte dos policiais.

Ele afirmou, ainda, não ter vínculos políticos ou partidários com Haddad e disse que relatou o episódio apenas a um assessor da campanha.


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Folha de São Paulo

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