Em momento de tensão na campanha, PT decide ir às ruas em defesa de Lula

O PT convocou para o próximo domingo, 13, data que é a mesma do número do partido, uma manifestação nacional em defesa da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A movimentação, destinada, segundo a legenda, “a fortalecer o projeto político do presidente Lula”, acontece dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL), principal opositor do petista na disputa presidencial, ter reunido milhares de apoiadores na Avenida Paulista, no 7 de Setembro.
A ideia da manifestação é que ela ocorra simultaneamente em várias cidades. “A orientação nacional é que cada município, bairro e território organize sua própria atividade, de acordo com sua realidade e capacidade de mobilização. A proposta é transformar o domingo em um grande dia nacional de presença nas ruas, com ações que aproximem a população do debate sobre os rumos do Brasil”, diz trecho da convocação.
Não há um formato delineado. A nota que chama para a manifestação fala que “as atividades podem assumir diferentes formatos, de acordo com a organização local. Bandeiraços, rodas de conversa, panfletagens, carreatas, mesas de distribuição de materiais e encontros em praças e ruas estão entre as ações previstas para o domingo”. Em São Paulo, ainda não há local confirmado.
A convocação do PT tem dois contextos importantes. Um deles é o fato de ser feita dois dias depois do 7 de Setembro, quando Flávio Bolsonaro levou mais de 28. 000 apoiadores à Avenida Paulista em um ato de campanha. O outro é a crise envolvendo os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que pode se reverter em prejuízo eleitoral para Lula. No ato bolsonarista, vários cartazes pediam o impeachment de Alexandre de Moraes, por conta das revelações encontradas no celular de Daniel Vorcaro, e colocando Lula e o ministro lado a lado, como se fossem aliados.
A crise escalou ainda mais nesta quarta-feira, 9, depois de o ministro Flávio Dino restabelecer Andrei Rodrigues no cargo de diretor-geral da Polícia Federal, anulando a decisão dada por André Mendonça no dia anterior — e que já obteve o endosso da maioria da Segunda Turma, mesmo sem a conclusão formal do julgamento. Lula se manifestou por meio de uma publicação no X (antigo Twitter), na qual pediu “mais transparência e não vazamentos seletivos que impactam a disputa eleitoral”. Ele defendeu “a quebra completa do sigilo das investigações de todos os envolvidos no caso Master”.
Diante da gravidade do maior crime financeiro da história do Brasil, o povo brasileiro precisa de explicações e medidas imediatas para enfrentar a crise institucional que tomou conta do Poder Judiciário.
Se faz necessário mais transparência e não vazamentos seletivos que…
— Lula (@LulaOficial) September 9, 2026
Veja



