Emoção vem 10 vezes mais intensa do que da primeira vez, relata a bicampeã do Olympia

Consagrada bicampeã do Olympia na noite da última sexta-feira (25), Eduarda Bezerra declarou em entrevista à coluna que, no segundo título, “a emoção vem 10 vezes mais intensa do que na primeira vez”.
“Na primeira vez, você vai sem pressão para vencer (…) Quando você fala em defender um título, em mostrar mais uma vez que você é capaz, que você, naquele momento, é imbatível perante a todas as atletas que querem o seu título, é gerada uma pressão maior”, completa a fisiculturista pernambucana de 28 anos.
Durante a conversa, a atleta também destacou que “estava muito confiante no trabalho que” fez durante a preparação, que contou com diversos percalços. Mesmo assim, ela avalia positivamente o conjunto que apresentou no último final de semana: “Mesmo se não tivesse vencido o campeonato, eu teria a paz de saber que eu fiz absolutamente tudo o que eu podia por mim e pela minha categoria (…) Acho que, neste ano, consegui adicionar mais maturidade muscular ao meu físico. Levei um conjunto harmônico, saudável, feminino. Trouxe o que realmente é a Wellness (…) Foi a minha melhor versão de todas. Em termos de pose, de físico, de beleza, de segurança no palco”.
Preparação exaustiva
A preparação que levou Duda —apelido pelo qual a campeã mundial é chamada— ao bicampeonato foi “muito intensa”, segundo a própria fisiculturista. “Nessa preparação, particularmente, eu estava um pouco tensa por conta da pressão e da responsabilidade que estavam nas minhas costas. Por isso, não consegui ser tão leve nem conversar muito. Eu estava muito concentrada”, destaca.
É justamente essa demanda que fez a atleta decidir que não competirá no Arnold Classic Ohio 2027. De acordo com ela, uma eventual preparação para esse torneio poderia fazer com que ela colocasse seu título em cheque “por não conseguir chegar da melhor maneira possível no Olympia do ano que vem”.
Por fim, Eduarda garante: “Sou muito sincera comigo mesma e mantenho os pés no chão, só faço aquilo que posso. Competir em março faria com que eu precisasse iniciar a minha preparação hoje (29 de setembro de 2026). Eu só vou se for para apresentar resultados, para ganhar”.
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Esporte / Folha de São Paulo



