Política

entenda caso citado por Lula a Flávio sobre menina morta por PM

Morta durante uma ação da Polícia Militar no Rio de Janeiro, o caso da menina Ana Clara Gomes, de 5 anos, voltou a ganhar repercussão nacional após o debate presidencial entre os candidatos Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), realizado na noite deste domingo (18/10), na TV Band.

Durante o confronto — o primeiro entre os dois presidenciáveis, que não se enfretaram no primeiro turno –, Lula cobrou explicações de Flávio sobre o assunto. Isso porque o senador atuou como advogado do cabo Bruno Dias Delaroli, integrante do 12º Batalhão de Polícia Militar, acusado de matar a menina com um tiro de fuzil em Niterói, na Região Metropolitana do Rio.

Frente a frente, Lula acusou Flávio, que também é advogado, de ter assinado um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para tentar impedir que o policial fosse levado a júri popular. “Você era senador da República e foi interferir para que o policial que matou uma criança de 5 anos com uma bala de fuzil não fosse preso. Me explica por que você fez isso?”, questionou Lula.

Flávo, por sua vez, não respondeu diretamente e disse que não se deveria criminalizar a advocacia. “Você não pode criminalizar a advocacia, Lula. Nem teve julgamento, você já condenou o cara”.

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A pergunta de Lula fez com que o caso explodisse nas buscas. O termo “flavio bolsonaro caso ana clara” entrou no top 3 do Google Trends no Brasil, tendo mais um 1 milhão de buscas em 24 horas e crescimento superior a 1.000%.

O assunto havia voltado à tona neste mês, após a série Revelando (que divulga documentários no YouTube) indicar a atuação de Flávio na defesa do policial. Desde então, a campanha do petista passou a explorar o episódio, confrontando a atuação do senador com o discurso dele sobre segurança pública.

Ana Clara: entenda caso citado por Lula a Flávio sobre menina morta por PM - destaque galeria

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Policial militar Bruno Dias Delaroli foi preso em flagrante logo após o crime, mas responde em liberdade desde novembro de 2021, com medidas cautelares

Ana Clara tinha acabado de acordar e brincava na porta de casa com o irmão, de 2 anos, quando foi atingida.
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Ana Clara tinha acabado de acordar e brincava na porta de casa com o irmão, de 2 anos, quando foi atingida.

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Policial militar Bruno Dias Delaroli foi preso em flagrante logo após o crime, mas responde em liberdade desde novembro de 2021, com medidas cautelares
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Policial militar Bruno Dias Delaroli foi preso em flagrante logo após o crime, mas responde em liberdade desde novembro de 2021, com medidas cautelares

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O que aconteceu com Ana Clara

  • A menina morreu em 2 de fevereiro de 2021, na comunidade Monan Pequeno, em Niterói. Ela tinha acabado de acordar e brincava na porta de casa com o irmão, de 2 anos, quando foi atingida.
  • No momento, ocorria uma ação policial na comunidade. De acordo com a denuncia do Ministério Público do Rio (MPRJ), o disparo fatal partiu do fuzil do cabo Bruno Dias Delaroli.
  • Para o órgão, o policial atirou em direção a uma área residencial durante o patrulhamento e assumiu o risco de atingir moradores. Testemunhas teriam alertado os militares sobre a presença de famílias no local. Entrentato, os tiros continuaram. 
  • À época, a defesa do PM alegou que houve confronto com criminosos armados naquele momento. A investigação, porém, contestou a versão. Isso porque a perícia encontrou apenas vestígios de munição calibre 7,62 compatível com o fuzil do policial, e não achou cápsulas de pistola que comprovassem troca de tiros. 
  • Depois disso, Delaroli foi preso em flagrante, mas responde em liberade desde novembro de 2021, com medidas cautelares.

Atuação de Flávio como advogado

Em 2024, três anos após a morte, Flávio Bolsonaro passou a integrar oficialmente a defesa do policial.

Na condição de advogado, assinou recurso no STJ para tentar evitar que o caso fosse julgado pelo Tribunal do Júri, responsável por crimes dolosos contra a vida.

O STJ negou o pedido e manteve o júri popular. As movimentações da defesa, no entanto, ajudaram a prolongar o processo.

Mais de cinco anos depois da morte, o julgamento ainda não ocorreu. O caso de Ana Clara Gomes Machado não tem uma data definida para o julgamento popular, e o policial responde ao processo criminal em liberdade.


Metrópoles

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