Espetáculo de dança leva as hortas urbanas para o palco


Inspirado em experiências de hortas urbanas da zona leste de São Paulo, o espetáculo “Sementeira”, do Núcleo Menos 1 Invisível, une a arte aos temas da segurança alimentar e da crise climática.
Por meio da dança, a obra que estreia nesta sexta (10), leva para o palco vivências desses espaços de cultivo e propõe uma reflexão sobre as desigualdades ambientais. A apresentação fica em cartaz em quatro espaços culturais de São Paulo entre setembro e outubro.
A montagem tem como base o cotidiano e o aprendizado prático de dois projetos de agricultura urbana e periurbana da zona leste: a “Horta da Jô”, em Ermelino Matarazzo, e a intervenção artística no Viveiro Escola das Mulheres do Gaú.
“O Sementeira nasce do encontro entre a dança e as experiências muito concretas de cuidado com a terra”, diz Cléia Plácido, idealizadora e diretora artística do espetáculo.
Veja a agenda:
Teatro Flávio Império
Datas: 11 a 13 de setembro, sexta e sábado, às 20h, e domingo, às 18h
Local: Rua Professor Alves Pedroso, 600, Cangaíba, São Paulo/SP
Fábrica de Cultura Parque Belém
Data: 24 de setembro, às 15h
Local: Avenida Celso Garcia, 2231, Belenzinho, São Paulo/SP
Centro de Referência da Dança (CRD)
Datas: 16 e 17 de outubro, às 19h
Local: Praça Ramos de Azevedo, s/nº, Galeria Formosa, Baixos do Viaduto do Chá, Centro, São Paulo/SP
Complexo Cultural Funarte SP
Datas: 21 a 24 de outubro, às 19h
Local: Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos, São Paulo/SP
Alimentos cultivados em meio à cidade
Além de ampliar a produção de alimentos, as hortas urbanas podem contribuir para o aproveitamento de espaços ociosos, a geração de renda e o fortalecimento da economia local.
Horta urbana no Paraná
William Brisida/Itaipu Binacional
Estudo do Instituto Escolhas aponta que 60 mil hectares cultivados em propriedades-modelo na área periurbana da Região Metropolitana de São Paulo poderiam abastecer 20 milhões de pessoas por ano com verduras e legumes, segundo simulações da pesquisa.
Conforme o Censo Demográfico 2022 do IBGE, 87,4% da população brasileira vive em áreas urbanas, o que coloca as cidades também no centro das discussões sobre segurança alimentar.
Globo Rural



