Saúde

EUA acompanham morte em instituto de peste na Sibéria, diz Rubio

Os Estados Unidos estão acompanhando o caso de uma funcionária de laboratório que morreu em um instituto de pesquisa sobre a peste na Sibéria, afirmou Marco Rubio, secretário de Estado, nesta segunda-feira (5).

“Não creio que seja motivo para alarme, mas exige atenção e que continuemos de olho na situação”, disse Rubio a jornalistas antes de partir para uma viagem à Europa.

Uma funcionária do Instituto de Pesquisa Antipeste de Irkutsk para a Sibéria e o Extremo Oriente adoeceu e morreu em circunstâncias não divulgadas, levando as autoridades a colocar dezenas de pessoas em quarentena e a chefe do órgão de vigilância sanitária da Rússia a viajar para a região.

Houve informações divergentes sobre como e onde a funcionária do laboratório, de 28 anos, teria adoecido, mas as autoridades disseram que ela morreu de pneumonia.

Rubio, citando as informações divulgadas pelos russos sobre a morte, disse que, aparentemente, uma funcionária do laboratório foi infectada e que havia receio de que a doença pudesse ter se espalhado dentro da instituição.

“Obviamente, há pouquíssimas viagens entre os EUA e a Rússia”, afirmou. “Mas, como acontece com qualquer outra coisa, se algo assim escapar, espalha-se rapidamente.”

A peste é endêmica na Sibéria, onde ocorreu o primeiro surto pré-histórico conhecido entre seres humanos, já que a bactéria causadora da doença, Yersinia pestis, está presente entre os pequenos mamíferos selvagens e suas pulgas nas vastas áreas naturais da região. No entanto, é raro que russos adoeçam de peste, embora casos sejam registrados todos os anos em outras partes do mundo, sobretudo na África.

Informação

Folha de São Paulo

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