EUA confirmam segundo caso de praga na pecuária do Texas

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) confirmou, neste fim de semana, um novo caso de mosca-varejeira-do-novo-mundo, no Estado do Texas. O animal infectado é um bezerro de um mês de idade. O local fica a 9 quilômetros do primeiro caso detectado.
“Todos os modelos previam a entrada da mosca-varejeira-do-novo-mundo no país em 2025”, afirma Dudley Hoskins, subsecretário de marketing e programas regulatórios do USDA, em nota. “Os Estados Unidos já derrotaram essa praga antes e faremos isso novamente”, acrescenta.
Ele destaca que a chegada da praga à pecuária americana já era prevista. Pontua, no entanto, que as autoridades do país conseguiram conter seu avanço, pelo menos até o momento, com a cooperação dos estados e do setor privado.
O USDA informa, no comunicado, que uma equipe de intervenção do serviço de inspeção está na região onde os focos foram identificados. E um entomologista também foi designado para acelerar os processos de confirmação de diagnóstico.
As ações de dispersão da praga incluem ainda a liberação de mais de 2 milhões de larvas estéreis da varejeira-do-novo-mundo para interromper seu ciclo de vida.
A mosca-varejeira-do-novo-mundo é uma praga considerada de alta periculosidade, que pode atingir animais de planteis comerciais, de estimação e selvagens. As larvas penetram na pele dos animais, causando ferimentos e sofrimento, além de perdas econômicas significativas.
No comunicado, o USDA recomenda aos criadores de gado e tutores de animais de estimação verificar sintomas como aumento de feridas, presença de larvas ou massas de ovos, sinais de desconforto e lesões em orifícios como nariz, orelhas e região umbilical.
“Embora não seja comum em humanos, se você notar uma lesão suspeita em seu corpo ou suspeitar que possa ter contraído a mosca-da-berne, procure atendimento médico imediatamente”, alerta o USDA.
O órgão do governo americano pontua que não há problemas no abastecimento de alimentos no país, já que a praga não afeta carnes, frutas ou verduras. E que o diagnóstico em animais é confirmado em inspeção, o que impede a entrada de produtos contaminados no mercado.
Globo Rural



