Política

Ex-dono da Reag negociou delação com PF, mas fechou acordo só com PGR

O ex-dono da Reag, João Carlos Mansur, chegou a iniciar as tratativas de delação premiada junto à PF (Polícia Federal), mas não avançou nas conversas e preferiu detalhar o conteúdo da proposta apenas à PGR (Procuradoria-Geral da República). O acerto foi noticiado pelo UOL.

Segundo interlocutores da PF, Mansur chegou a assinar o termo de confidencialidade do acordo com o órgão, um primeiro passo antes da entrega dos documentos e eventuais provas dos crimes.

Depois de iniciar as tratativas, no entanto, Mansur teria negociado todo o conteúdo apenas com a PGR, que fará a delação sozinha.

Segundo o UOL, o acordo de delação do ex-dono da Reag com a PGR já está em fase final, mas ainda não foi assinado.

A reportagem diz que ele entregou 17 anexos com foco no ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Além disso, cita políticos como o senador Jaques Wagner (PT-BA) e o ex-prefeito e candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União Brasil).

Investigações da PF e do Banco Central dizem que o banco Master emprestava recursos e os direcionava a empresas. Depois, o dinheiro seria transferido para fundos administrados pela Reag.

Mansur é investigado na operação Compliance Zero pela relação com o Master, enquanto a Reag é citada na operação Carbono Oculto por suspeita de lavagem de dinheiro com o crime organizado.

A expectativa é que ele entregue detalhes das operações suspeitas comandadas por Vorcaro e as ligações dele com políticos.

Antes, os dois chegaram a negociar uma delação conjunta, mas ela não avançou porque PF e PGR consideraram as informações insuficientes.


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Folha de São Paulo

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