Fachin manda PGR opinar ‘com brevidade’ sobre nova queda de braço entre Moraes e Mendonça

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, “com brevidade”, sobre um pedido apresentado por Alexandre de Moraes para retirar o sigilo de uma petição relacionada ao escândalo do Banco Master e relatada por André Mendonça.
De acordo com Moraes, a PET 15645, distribuída por prevenção ao colega, continua em segredo de Justiça, contrariando a presidência do STF. O ministro alega que o processo tem “elementos essenciais” para o julgamento marcado para a próxima terça-feira, 15, que pode resultar na abertura de uma investigação contra ele por conexões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em ofício a Fachin, Moraes pediu o levantamento do sigilo e a disponibilização dos autos “a todos os integrantes do colegiado, antes do referido julgamento”. Uma ala do STF ligada ao ministro tenta adiar a sessão com a justificativa de que não teve acesso a todos os documentos necessários para decidir os votos.
Mais cedo, André Mendonça afirmou, também em ofício a Fachin, que o material pertinente está disponível, na íntegra, para todos os membros da Corte. “Este ministro dispõe exatamente do mesmo conjunto de elementos de informação franqueado aos demais pares que irão participar da referida sessão”, sustentou.
O ministro afirmou ainda que a inclusão de “elementos adicionais, que não constam dos autos até o presente momento”, como as mensagens extraídas do celular de Vorcaro, “somente contribuiria para tumultuar o julgamento” e poderia colocar em risco as investigações em curso.
Em paralelo, o ministro Cristiano Zanin determinou que o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Passos Rodrigues, entregue até às 23h deste domingo cópia integral do material extraído do celular do ex-banqueiro.
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