Favorito ao Senado, Deltan Dalagnol tem campanha suspensa por ordem do TSE

Um dos favoritos à disputa por uma vaga no Senado pelo Paraná, o ex-procurador da República Deltan Dallagnol (Novo) sofreu nova derrota no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A corte suspendeu os atos de campanha e o repasse de recursos dos Fundos Eleitoral e Partidário.
A decisão monocrática do ministro Floriano de Azevedo Marques tem caráter liminar e remete ao julgamento envolvendo o ex-integrante do Ministério Público Federal, em 2023. Na ocasião, o TSE concluiu que Dallagnol tentou realizar uma manobra para driblar a inelegibilidade imposta pela Lei da Ficha Limpa.
Havia 15 procedimentos administrativos em tramitação contra o então procurador no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que poderiam resultar na abertura de processos administrativos disciplinares. Dallagnol foi o coordenador da Força-Tarefa da Operação Lava Jato, que investigou desvios de dinheiro em contratos públicos, mas o vazamento de diálogos demonstrou que ele combinava ações com o então juiz Sérgio Moro, o que levou a anulações processuais.
Para não perder seus direitos eleitorais, ele antecipou um pedido de exoneração do cargo, em novembro de 2021, e conseguiu eleger-se como deputado federal, mas perdeu o mandato por decisão do TSE. Em seguida, o CNMP extinguiu as apurações, porque o ex-procurador já não integrava mais os quadros da instituição.
Com base nos arquivamentos, Dallagnol obteve no TRE paranaense a autorização para concorrer, figurando entre os primeiros lugares das pesquisas eleitorais, graças à notoriedade obtida à frente da Lava Jato. A coligação Paraná Para Todos, liderada pelo PDT, e a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PSOL, no entanto, recorreram ao TSE.
Para Floriano Marques, a extinção dos atos administrativos é decorrente do fato de Dallagnol ter deixado o MPF, e não por apreciação da matéria pelo órgão responsável por disciplinar a atividade dos procuradores. Em sua decisão, o ministro solicitou que o caso seja levado rapidamente ao plenário do TSE.
Em nota, a equipe jurídica de Deltan Dallagnol afirmou que vai recorrer da decisão, que o caso tramitava sob sigilo e que o candidato não foi intimado para se manifestar antes de a decisão ser tomada.
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