Economia

Federal Reserve mantém juros em primeira reunião comandada por Kevin Warsh

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) decidiu manter o patamar da taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,5% e 3,75% em decisão nesta quarta-feira (17).

A decisão do Fomc (Federal Open Market Committee) comandada por Kevin Warsh, o novo presidente do Federal Reserve, e foi em linha com as expectativas do mercado. o comunicado que acompanha a decisão, a instituição afirmou que a inflação segue elevada em relação a meta de 2%, refletindo choques de oferta causada pela alta de preços em alguns setores.

No comunicado, foram retirados alguns trechos importantes que indicavam viés para cortes futuros, mesmo com a manutenção da taxa no intervalo atual.

Menos um no “plot dot”

As projeções para jutos e e economia no geral foram apresentadas pelo gráfico “plot dot”, que traz as indicações dos participantes para as projeções. Uma nota anexada ao material monstrou que 18 dos 19 participantes enviaram suas projeções. Devido ao anonimato do envio, não é possível saber qual autoridade deixou de contribuir com o gráfico.

O gráfico indicou uma projeção mediana para a taxa dos Fed funds de 3,8% no fim do ano — cerca de 0,16 ponto percentual acima do nível atual, sugerindo que uma alta está claramente em consideração. Eles continuaram projetando uma taxa de longo prazo de 3,1%.

De acordo com a CNBC, há suspeitas de que o próprio Warsh não tenha enviado suas projeções, por já ter se apresentado contrário ao Sumário de Projeções Econômicas. Há expectativas, inclusive, de que o chair interrompa a divulgação do instrumento. s

Warsh tem sido crítico dessa ferramenta de projeções, assim como de outras formas de guidance antecipado do comitê, incluindo projeções sobre desemprego, inflação e Produto Interno Bruto no SEP.

Além da decisão sobre os juros, que já era amplamente esperada pelos mercados financeiros, o comunicado do FOMC após a reunião não apenas retirou a linguagem anterior vista como um aceno para um viés mais brando no futuro, como também enxugou fortemente o restante do texto.

Comunicado mais curto

O comunicado foi drasticamente encurtado, como esperado. Com dados recentes indicando forte criação de empregos nos EUA, uma taxa de desemprego relativamente baixa de 4,3% e inflação bem acima da meta de 2% do banco central norte-americano, muitos analistas previam que o Fed retirasse de seu comunicado a menção a “ajustes adicionais” à taxa básica de juros — uma referência que vinha sendo usada para indicar prováveis reduções futuras nos custos dos empréstimos.

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O comunicado desta semana teve apenas 130 palavras, ante 341 palavras no texto de 29 de abril, divulgado após a reunião anterior. O texto trouxe apenas um breve resumo das condições econômicas, seguido por uma promessa de controlar a inflação.

Infomoney

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