FIA avalia retorno do abastecimento e mudanças de motores na F1

A Fórmula 1 poderá passar por mudanças significativas nos próximos anos. O presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Mohammed Ben Sulayem, revelou durante o fim de semana do GP da Grã-Bretanha que a entidade estuda o retorno do reabastecimento durante as corridas e alterações no sistema de fornecimento de motores para as equipes.
A proposta faz parte do plano da FIA de reintroduzir motores V8 até 2031. Segundo Ben Sulayem, o objetivo é reduzir custos, diminuir o peso dos carros e recuperar uma característica bastante valorizada pelos fãs: o som mais alto dos motores.
Atualmente, a categoria conta com apenas cinco fabricantes de unidades de potência: Mercedes, Ferrari, Audi, Honda e a parceria Red Bull-Ford. Algumas delas fornecem motores para mais de uma equipe, cenário que a FIA pretende revisar no futuro.
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Uma das ideias em discussão é impedir que uma fabricante abasteça múltiplas equipes, reduzindo a influência de times maiores sobre estruturas consideradas satélites. Como alternativa, a FIA avalia a criação de uma fornecedora independente, nos moldes da antiga Cosworth, para atender equipes sem fabricante própria.
Outra proposta envolve o retorno do reabastecimento durante as corridas. Com os futuros motores V8 consumindo mais combustível, a solução permitiria tanques menores e carros mais leves. O procedimento foi abolido em 2009 por questões de segurança e contenção de custos.
Apesar das discussões, nenhuma mudança foi oficializada. O atual regulamento de motores seguirá em vigor até 2031, mas alterações poderão ocorrer antes caso haja consenso entre as fabricantes e a categoria.



