Galã de novelas da Globo morreu aos 32 anos; veja a causa da morte

A morte do ator e galã Lauro Corona (1957–1989) marcou um dos capítulos mais comoventes da história da teledramaturgia nacional. Com olhos azuis marcantes, carisma cativante e forte apelo popular, Laurinho — como era carinhosamente chamado por colegas e fãs — teve sua trajetória brutalmente interrompida em 20 de julho de 1989, aos 32 anos de idade.
Sua despedida precoce gerou comoção nacional e ocorreu em meio ao auge da epidemia de HIV/Aids no Brasil e no mundo.
A luta silenciosa
Em 1988, enquanto protagonizava a novela Vida Nova, da TV Globo, a saúde do ator começou a dar sinais visíveis de fragilidade. Por conta das complicações decorrentes do vírus HIV, o ator precisou se afastar do folhetim para tentar se tratar em um sítio no interior do Rio de Janeiro.
Para justificar sua saída antes do fim da trama, seu personagem, o português Victor, fez uma viagem de volta à Europa. Na emocionante cena de despedida, um carro preto partia em uma noite chuvosa enquanto a voz de Lauro Corona declamava em off o poema “Viajar! Perder países!”, de Fernando Pessoa.
Na época, devido ao imenso estigma e preconceito social associados à Aids, o diagnóstico de complicações da doença não foi abertamente confirmado pela família ou pelo próprio ator antes do falecimento. O atestado de óbito registrou parada respiratória, infecção generalizada e complicações decorrentes de um quadro severo.
Trajetória de sucesso
Lauro Corona estreou na televisão em 1978 na icônica novela Dancin’ Days, interpretando o jovem Beto ao lado de Glória Pires. A partir daí, tornou-se um dos galãs mais cobiçados da televisão brasileira e recordista em cartas de fãs.
- Elas por Elas (1982): Interpretou Gil, par romântico de Tássia Camargo.
- Louco Amor (1983): Brilhou no horário nobre no papel de Lipe.
- Corpo a Corpo (1984): Deu vida a Rafael.
- Memórias de um Gigolô (1986): Mostrou versatilidade e amadurecimento como ator na minissérie.
O legado na cultura pop
Lauro Corona permanece na memória afetiva do público como o símbolo de uma juventude talentosa, elegante e doce. Sua morte, ocorrida no mesmo período em que o país chorava a perda de outros nomes ilustres da cultura devido à mesma síndrome, ajudou a acender debates necessários e urgentes sobre saúde pública, empatia e combate ao preconceito na sociedade brasileira.
Leia também: Ticiane e Gracyanne fora da ‘Dança dos Famosos’? Saiba quem são os 4 eliminados
Siga o canal da Contigo no Instagram e fique por dentro das notícias mais bombásticas dos famosos, bastidores da TV e novelas.



