Gêmeas siamesas passam por nova etapa de preparação para cirurgia de separação em Goiás

As gêmeas siamesas Maria Helena e Maria Eva passaram, nessa quarta-feira (26.08), por uma nova cirurgia de preparação para a futura separação dos corpos no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad), em Goiânia. O procedimento durou cerca de duas horas e foi concluído sem intercorrências.
Durante a cirurgia, foram colocados expansores de pele na região do tórax das crianças. Os dispositivos ficam sob a pele e serão preenchidos gradualmente ao longo das próximas semanas para aumentar a quantidade de tecido disponível para a reconstrução e o fechamento das áreas envolvidas na futura separação.
Naturais de São Paulo, Maria Helena e Maria Eva nasceram unidas pelo abdômen e são acompanhadas por uma equipe multiprofissional do Hecad desde julho deste ano.
Como funcionam os expansores
A colocação dos expansores faz parte da preparação dos corpos das irmãs para a cirurgia de separação. Conforme os dispositivos são preenchidos, a pele se expande, criando tecido adicional que poderá ser utilizado pelos médicos na reconstrução das regiões afetadas pelo procedimento.
Segundo o cirurgião plástico do Hecad Rogério Hamú, o processo exige acompanhamento constante por causa da idade das pacientes e das estruturas compartilhadas pelas duas.
“Por serem pacientes pequenas e compartilharem estruturas, é necessário um cuidado intensivo e uma avaliação constante”, afirmou.
A cirurgia contou com profissionais das áreas de cirurgia plástica, cirurgia pediátrica e cirurgia vascular, além das equipes de anestesiologia e enfermagem. Após o procedimento, as gêmeas permaneceram sob acompanhamento da equipe assistencial do hospital.
Preparação terá nova etapa
Antes da separação, Maria Helena e Maria Eva ainda deverão passar por outra etapa de preparação. O cronograma prevê a colocação de novos expansores de pele, desta vez na região abdominal.
A cirurgia definitiva de separação ainda não tem data marcada. Segundo o Hecad, a definição dependerá da evolução clínica das crianças e da resposta dos tecidos aos expansores ao longo dos próximos meses.



