Política

Genial/Quaest: veja como está o cenário eleitoral no Paraná para Senado, governo estadual e presidência

A mais recente pesquisa de intenções de voto para as eleições 2026 Genial/Quaest foi divulgada esta semana, trazendo informações sobre o cenário no Paraná para o Senado, o governo do estado e a Presidência da República.

No cenário com oito nomes para o Senado, Álvaro Dias (MDB) lidera com 20% das intenções de voto. Na sequência aparecem Gleisi Hoffmann (PT), Alexandre Curi (Republicanos) e Deltan Dallagnol (Novo), todos com 10%. Filipe Barros (PL) marca 8%, Cristina Graeml (PSD) tem 4% e Dr. Rosinha (PT) oscila entre 4% e 5%, a depender do cenário considerado pelo instituto. 

Para o governo estadual, Sergio Moro (PL) aparece com 39% das intenções de voto. Requião Filho (PDT) vem em segundo lugar, com 18%. Rafael Greca (MDB) tem 12% e Sandro Alex (PSD), 7%. Luiz França (Missão) e Tony Garcia (DC) somam 1% cada. A pesquisa registra ainda 15% de indecisos e 7% entre votos brancos, nulos ou eleitores que declaram não votar. 

No recorte para a Presidência da República, o ex-senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente com 42% das intenções de voto no Paraná, seguido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com 24%. 

A pesquisa foi contratada pelo Banco Genial e está registrada no TSE. Foram 1.104 entrevistados entre os dias 21 e 25 de julho, com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%. 

Hegemonia da direita tem raízes estruturais, avalia cientista político 

Em entrevista ao Brasil de Fato PR, o professor e cientista político Ronaldo Gaspar constatou que os números confirmam “um forte domínio eleitoral da extrema direita e da direita tradicional” no Paraná. Segundo ele, essa dominância política se sustenta também no aparato midiático do estado, que, “especialmente entre os mais pobres, promove ideias conservadoras”. 

Ao analisar em conjunto os cenários das candidaturas ao Senado, governo estadual e Presidência, Gaspar avalia que a hegemonia da direita no Paraná não decorre apenas de sua força econômica e política local. Pesa também, segundo ele, uma histórica ausência de candidaturas de esquerda materialmente competitivas no estado. 

“Na conjuntura mundial e nacional, se observa a ascensão da extrema direita e do ideário anticomunista, antiesquerda, antipopular. No Paraná, a força do antipetismo é muito grande, englobando e indo além do bolsonarismo”, afirma o cientista político. 

Para Gaspar, reverter esse quadro depende, sobretudo, da mobilização nas ruas. “Portanto, da mesma forma que no resto país, somente a organização e a mobilização popular podem abrir brechas para a disputa da consciência popular e, assim, para a construção de alguma alternativa eleitoral e, principalmente, social”, conclui.




Brasil de Fato

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