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Goleadores Mbappé e Haaland se encontram pela liderança em duelo esvaziado

Na teoria, o duelo entre Noruega e França desta sexta-feira (26), às 16h, em Boston, tinha tudo para ser um dos jogos mais eletrizantes da fase de grupos da Copa do Mundo.

Afinal, é o primeiro embate entre dois dos grandes nomes do Mundial: de um lado o francês Mbappé e do outro o norueguês Haaland, ambos com quatro gols no Mundial, assim como Vinicius Junior, todos com um a menos que Messi.

No entanto, a excelência das duas seleções nos dois confrontos iniciais do Grupo I pode ter causado um efeito contrário. Empatadas com 6 pontos, as seleções europeias já estão classificadas para o mata-mata. A França está na frente pelo saldo de gols (5 a 4).

O Senegal, outra força da chave, fez bons confrontos contra os rivais, mas saiu derrotada tanto para a França (3 a 1), como para a Noruega (3 a 2).

A partida de hoje define apenas quem passa em primeiro lugar, algo que não tem sido tratado com tanta relevância pelo lado viking.

Foi o artilheiro Haaland o primeiro a ativar o modo sincerão logo depois da vitória que confirmou a equipe na próxima fase.

Ao ser questionado sobre o que esperar do confronto, ele afirmou que “não me importo muito com esse jogo agora. Eles provavelmente vão nos vencer e depois ganhar a Copa do Mundo”, disse para a Fox Sports.

Por sua vez, o técnico norueguês, Stale Solbakken, deu fortes indícios de que entrará com um time misto.

“Tivemos seis ou sete jogadores que quase tiveram cãibras e estavam bem exaustos, e aí a gente tem que voar de volta para Greensboro [base da seleção, na Carolina do Norte] e depois voar de volta para Boston”, comentou.

“Então vai ser mais difícil para vocês adivinharem a escalação para o próximo jogo”, brincou com a imprensa presente na entrevista. Solbakken também elogiou jogadores da reserva de modo geral, sem dar indícios de qual setor do time terá alterações. “Algumas posições estão bem disputadas.”

Na França, o primeiro desfalque certo está no banco de reservas. O técnico Didier Deschamps viajou de volta ao seu país para acompanhar o enterro de sua mãe, Ginette, que morreu na terça-feira. Os Bleus (Azuis) serão comandados pelo auxiliar Guy Stéphan.

Os franceses já sinalizaram que também devem fazer alterações na equipe que venceu o Iraque por 3 a 0. O volante Tchouaméni, que perdeu a titularidade contra o Iraque, pode retornar.

O zagueiro Saliba, do Arsenal, que vem lidando com problemas nas costas, pode dar lugar a Lacroix, do Crystal Palace. E Malo Gusto, do Chelsea, deve entrar na vaga de Koundé na lateral direita.

Na frente, Cherki e Doué também podem aparecer entre os 11 iniciais. O misto francês é quente.

O confronto também tem importância para o futuro da seleção brasileira na Copa. O segundo colocado da chave vai para o lado do Brasil no mata-mata e pode ser um hipotético rival nas oitavas de final.

Senegal x Iraque

No outro jogo do Grupo I, no mesmo horário, em Toronto, Senegal e Iraque estão sem pontos e com chances reduzidas de classificação para o mata-mata como um dos oito melhores terceiros colocados.

Quem vencer o duelo ainda dependerá do saldo de gols. Após o encerramento dos primeiros grupos, Coreia do Sul e Escócia ficaram em uma espécie de lista de espera, com 3 pontos —a Bósnia, que fez 4 pontos e tem saldo de -1, garantiu uma das vagas. Os coreanos têm saldo de -1 e os escoceses, -3.

Apesar das duas derrotas, os senegaleses também estão com -3 no saldo. Portanto, uma vitória já deixaria os africanos na frente da Escócia. Mas, com apenas 3 pontos, o negócio é tentar fazer o melhor saldo possível —o do Iraque é -6 após dois jogos.

Para o terceiro e decisivo jogo, os senegaleses devem ter força máxima no ataque, com o trio Nicolas Jackson, Sadio Mané e Ismaila Sarr. Este último já tem dois gols na Copa.


Esporte / Folha de São Paulo

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