Gustavo Kuerten surge com a esposa em rara aparição juntos em evento público

O tenista brasileiro Gustavo Kuerten, o Guga, aproveitou um torneio de tênis na companhia de sua esposa, Mariana Soncini. Os dois são discretos com a vida pessoal e quase não são vistos em público. Tanto que a nova aparição deles chamou a atenção de todos.
Na terça-feira, 2, Guga e Mariana surgiram sentados lado a lado na arquibancada do Aberto da França, conhecido também como Roland-Garros. Os dois foram vistos acompanhando as partidas de grandes ídolos do esporte no mundo.
Vale lembrar que Gustavo e Mariana se casaram no civil em 2010 em uma cerimônia discreta na casa dele em Florianópolis. Hoje em dia, eles são pais de Maria Augusta e Luiz Felipe.
Fatos e curiosidades sobre a carreira histórica de Gustavo Kuerten no tênis
Falar sobre o esporte brasileiro sem mencionar Gustavo Kuerten é uma tarefa impossível. Conhecido carinhosamente por todo o planeta como “Guga”, o ex-tenista catarinense transformou a modalidade no país, quebrando o paradigma de que o tênis era um esporte elitista e inacessível. Com sua icônica cabeleira cacheada, uniformes coloridos e um sorriso que desarmava até os adversários mais implacáveis, Guga alcançou marcas extraordinárias que até hoje inspiram gerações. Seu legado nas quadras é um misto de genialidade tática, superação física e uma paixão pura pelo jogo.
O ano de 1997 mudou para sempre a vida de Gustavo Kuerten e a história do tênis nacional. Guga chegou ao tradicional torneio de Roland Garros, em Paris, ocupando a modesta 66ª posição no ranking mundial e sendo um completo desconhecido para a imprensa internacional. Jogando com uma raquete de cordas de poliéster azul e um uniforme amarelo e azul que virou febre, o brasileiro chocou o mundo ao derrotar três ex-campeões do torneio (Thomas Muster, Yevgeny Kafelnikov e Sergi Bruguera) para erguer o seu primeiro troféu de Grand Slam, tornando-se o segundo atleta não pré-classificado a vencer a competição na era aberta.
O coração desenhado no saibro de Paris
A relação de amor entre Guga e o público francês atingiu o ápice na temporada de 2001. Durante as oitavas de final de Roland Garros, o brasileiro enfrentava o norte-americano Michael Russell e esteve a apenas um ponto de ser eliminado da competição. Após salvar o match point em uma jogada espetacular e virar a partida após quase quatro horas, Guga usou a ponta de sua raquete para desenhar um coração gigante no saibro da quadra central e deitou-se no meio dele para agradecer o apoio da torcida. O gesto poético se repetiu após ele conquistar o seu tricampeonato dias depois, cravando uma das imagens mais românticas e icônicas da história do esporte mundial.
O topo do mundo ao derrotar Sampras e Agassi
Se alguém duvidava que o brasileiro poderia brilhar fora das quadras de terra batida, o ano de 2000 serviu para calar os críticos. No torneio de encerramento da temporada, o Masters Cup de Lisboa (jogado em quadra rápida e coberta), Guga realizou uma façanha considerada impossível por muitos analistas: ele derrotou na semifinal ninguém menos que Pete Sampras e, na grande final, venceu Andre Agassi. Com a vitória monumental sobre as duas lendas americanas, Gustavo Kuerten alcançou o posto de número 1 do mundo no ranking da ATP, terminando o ano no topo do planeta.
A batalha dolorosa contra as lesões no quadril
O único adversário capaz de frear o auge técnico de Gustavo Kuerten não usava raquete: foram as dores crônicas no quadril. A partir de 2002, o atleta começou a sofrer intensamente com uma lesão na cartilagem da articulação, agravada pela exigência física de seu jogo agressivo no saibro. Guga passou por várias cirurgias delicadas e longos períodos de fisioterapia na tentativa de retornar ao circuito em alto nível. Demonstrando uma resiliência de campeão, ele continuou lutando até 2008, quando realizou sua turnê de despedida oficial dos palcos do tênis, recebendo homenagens emocionantes em todos os torneios por onde passou.
Legado social com o Instituto Guga Kuerten
A grandeza de Gustavo Kuerten recebeu a chancela definitiva em 2012, quando ele foi eternizado no International Tennis Hall of Fame, em Newport, nos Estados Unidos, um privilégio reservado apenas para as maiores lendas da história do esporte. Fora das quadras, o ex-número 1 do mundo brilha com o Instituto Guga Kuerten (IGK), fundado no ano 2000. A organização sem fins lucrativos utiliza o esporte e a educação como ferramentas de inclusão social para milhares de crianças, adolescentes e pessoas com deficiência em Santa Catarina, provando que o maior troféu de Guga é a sua generosidade.
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