Setor têxtil minimiza impacto de novas taxas anunciadas pelos EUA


A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) acredita que as sobretaxas de 12,5% anunciadas nesta quarta-feira (3/6) pelo governo dos Estados Unidos não deverão mudar a corrente de comércio do setor com os americanos. As sobretaxas foram sugeridas pelo Representante de Comércio dos EUA (USTR), propondo tarifas adicionais com base em uma investigação sobre importações de mercadorias supostamente produzidas com trabalho forçado.
Para Fernando Pimentel, diretor da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o Brasil tem uma das legislações trabalhistas mais rigorosas do mundo.
“Temos uma lei trabalhista que é a mais forte do mundo, e estamos inclusive à frente dos EUA nesse quesito. Acredito que essa proposta de taxação não irá resistir aos argumentos colocados à mesa na hora das negociações. Além disso, vejo toda essa discussão com um apelo muito mais político do que técnico”.
Ainda segundo Pimentel, os EUA possuem ampla vantagem em relação ao Brasil na corrente de comércio de produtos têxteis. Desse modo, ele não enxerga impactos significativos para a indústria. Em 2025, enquanto as exportações aos americanos somaram US$ 77 milhões, as importações de produtos dos EUA pelo Brasil alcançaram US$ 147 milhões.
Para outra entidade do segmento, a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o impacto para o algodão será pequeno com o anúncio das novas sobretaxas.
“O Brasil já tem uma posição consolidada como grande fornecedor de algodão para a Ásia e a produção de algodão dos EUA não supre toda a demanda”, destacou a Abrapa.
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Globo Rural



