Haddad promete rever contrato de privatização da Sabesp e renegociar dívidas de contas de água

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, pretende rever o contrato de privatização da Sabesp em 180 dias, caso seja eleito. Ele também propõe ampliar o alcance da tarifa social, com subsídio direto, para aliviar as contas da população de baixa renda.
Haddad também vai propor novas regras de parcelamento das contas de água, limitando juros e encargos cobrados sobre os boletos em atraso, para proteger a população, sobretudo a de baixa renda, de cobranças abusivas.
“Está todo mundo indignado com a qualidade do serviço, com a insegurança hídrica que esse contrato gerou e com o preço, a tarifa da água. O governador [Tarcísio de Freitas] prometeu diminuir com a privatização, que ia ter um fundo de universalização que deveria diminuir a conta de água, de acordo com a promessa feita em 2022. Isso não aconteceu”, afirmou Haddad.
As propostas estão na seção sobre água e recursos hídricos do programa de governo de Haddad, lançada nesta terça-feira (1º). Ainda sobre as tarifas, Haddad se comprometeu também a rever a metodologia da cobrança e divulgar os dados desse cálculo já em 2027.
Desde a privatização da Sabesp, em 2024, pelo governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, a companhia viu disparar as reclamações por cobranças abusivas.
Em 2025, a Sabesp liderou o ranking do Procon de São Paulo, com 6.879 reclamações, superando a concessionária de energia Enel, que teve 5.373 queixas registradas. Além disso, quase 70% das queixas sobre a Sabesp não foram atendidas.
O petista também defende reestruturar a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), ampliando o quadro de servidores e qualificando o corpo técnico.
No campo da infraestrutura, Haddad propõe fixar prazos para ações que reduzam as perdas de água na distribuição e encerrar os cortes noturnos de abastecimento.
O plano prevê ainda priorizar ações de recuperação dos mananciais da Região Metropolitana de São Paulo, com restauração das áreas verdes e despoluição dos rios Tietê e Pinheiros, além de um incremento na regulação de uso do solo em encostas e várzeas, bem como fortalecer a gestão das águas no cenário de crise hídrica com os comitês representativos e dar prioridade para o abastecimento da população.



