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IA: Brasil é capaz de atrair investimentos, diz BlackRock – 25/09/2026 – IA


São Paulo

| Reuters
O Brasil tem capacidade de atrair investimentos relacionados à inteligência artificial, mas a questão é como se posicionar de uma forma mais competitiva, afirmou nesta quinta-feira (24) o presidente-executivo da BlackRock Brasil, Bruno Barino.

“O Brasil tem a energia, que é o mais complexo de pegar em várias localidades, e toda a capacidade de fazer. A questão agora é como desenvolver um arcabouço regulatório e competir o recurso a nível global”, afirmou o executivo em evento da Monte Bravo em São Paulo.

Homem de meia-idade com barba curta e cabelo escuro veste terno azul escuro e camisa branca, sentado à mesa com as mãos entrelaçadas, olhando diretamente para a câmera. Fundo liso marrom escuro sem elementos adicionais.

Retrato de Bruno Barino, CEO da BlackRock Brasil

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Adriano Vizoni – 15.out.25/Folhapress

Barino disse que uma vantagem dessa cadeia de IA é que muitas das operações são vinculadas em dólar, então já existe um hedge cambial no investimento.

O executivo destacou que o cenário da BlackRock não é de bolha de IA, citando que há um “ramp-up” de custos, mas em breve começarão a ser observados os benefícios na produtividade em toda a cadeia.

Barino afirmou ainda que a IA deve levar a um volume de investimento de US$ 5 trilhões (R$ 26 tri) a US$ 8 trilhões (R$ 41,5 tri) nos próximos quatro a cinco anos quando se pensa na cadeia longa, que começa no data center e vai até a aplicação final. “Isso reconfigura totalmente o mundo.”

Segundo um estudo do Reglab (Centro de Estratégia e Regulação), a IA pode acrescentar quase R$ 1 trilhão à economia brasileira entre 2027 e 2030. O valor corresponde à soma, em valor presente, dos ganhos de produção estimados para os quatro anos considerados na pesquisa.

No cenário central do relatório, a IA elevaria o PIB em 2,77% no período, ou uma média de 0,69 ponto percentual por ano. A maior parcela do efeito, 65%, viria do aumento da produtividade dos trabalhadores. Os 35% restantes decorreriam da incorporação da tecnologia a máquinas, equipamentos e outros ativos produtivos.

Folha de São Paulo

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