Política

Imagens mostram estação de metrô da avenida Paulista pichada durante manifestação pró-Lula

Imagens divulgadas pela emissora CNN Brasil mostram a cobertura de vidro da estação Trianon-Masp, da avenida Paulista, tomada por pessoas que parecem ser manifestantes do ato pró-Lula ocorrido no local neste domingo (11).

No vídeo, alguns deles estão com o rosto coberto e empunham bandeiras. O local aparece coberto com pichações e cartazes. Segundo a emissora, os manifestantes teriam descido do local após a chegada da polícia.

A reportagem procurou nesta segunda (12) a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o Metrô e a campanha do presidente Lula (PT), que não se manifestaram até o momento.

Segundo divulgou o jornal O Estado de S. Paulo, a Polícia Militar relatou ocorrências de tumulto, pichação e depredação durante a dispersão do ato.

Ainda segundo o jornal, o Metrô negou no domingo ter registrado dano às estações. “Não temos registros internos de ocorrências de vandalismo e danos nas estações da Av. Paulista no momento. A operação do dia foi focada em preservar a segurança e transporte dos passageiros durante a manifestação”, teria afirmado a companhia.

Como mostrou a Folha, o Metrô fechou a estação Trianon-Masp a partir das 12h50 sob a justificativa de alta concentração de pessoas. A companhia diz ter acionado seu plano de controle de multidão e ampliado a oferta de trens nas linhas 1-azul, 2-verde e 3-vermelha.

O ato em defesa da reeleição do presidente Lula (PT) ocupou 12 quarteirões da avenida Paulista no seu momento de pico. A PM não fez uma estimativa de público.

Presente no ato, o presidente Lula fez um discurso direcionado à juventude. “Ou vocês participam da vida política ou ela não tem conserto. Vocês têm que assumir a responsabilidade enquanto são jovens, enquanto tem disponibilidade de ir à luta. Esse país não pode perder a democracia, por pior que ela seja”, afirmou.

Além da capital paulista, houve atos em 76 cidades pelo país, entre manifestações, caminhadas, carreatas, bandeiraços e panfletagens, segundo a a plataforma Comitê Popular de Luta, que reúne agendas de atividades da militância e de apoiadores da campanha.

Folha de São Paulo

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