“índice do medo” brasileiro renova máxima na sessão pré-eleições

O principal indicador de percepção de risco do mercado brasileiro registrou o segundo recorde seguido nesta sexta-feira (2). O VIX Brasil (S&P/B3 Ibovespa VIX fechou em 32,77 pontos, maior pontuação desde sua criação, em 19 de março de 2024. O recorde anterior, de 32,39 pontos, ocorreu na véspera, em 1 de outubro de 2026.
Calculado a partir das Opções sobre o Ibovespa B3, o VIX Brasil mede a volatilidade implícita esperada para os próximos 30 dias.
Conforme destaca a B3, na prática, funciona como um termômetro da percepção de risco do mercado – por isso, também é chamado de “índice do medo” – e costuma ser acompanhado por investidores, gestores e analistas em momentos de maior incerteza, sobretudo para estratégias de proteção de carteira e gestão de risco.

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“O nível alcançado pelo Vix Brasil nesta quinta-feira indica uma elevada incerteza dos investidores, com possibilidade de oscilação do Ibovespa B3 tanto para cima quanto para baixo. Na metodologia do indicador, níveis acima de 30 pontos são geralmente associados a cenários de maior turbulência e incerteza, marcados por movimentos mais expressivos nos preços dos ativos”, aponta a B3.
Ibovespa em alta
No último pregão antes do primeiro turno das eleições, os investidores aproveitaram o otimismo com uma possível alternância de poder para se posicionarem no mercado de ações, levando o Ibovespa a superar a faixa dos 192 mil pontos (192.114 55 pontos), no maior nível desde 17 de abril, quando atingiu 192.888,96 pontos.
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O ambiente mais propenso à tomada de risco no exterior depois de dados do mercado de trabalho mais fracos nos EUA também impulsionou os ativos de mercados emergentes, dando amparo à disparada das grandes ações da bolsa. O giro financeiro no dia foi forte, em R$ 31 bilhões, e o Ibovespa encerra a semana em alta acumulada de 4,71%. No ano, o avanço é de 19%.
O movimento veio acompanhado de forte volatilidade ao longo do dia. O sócio e especialista da Valor Investimentos, Daniel Teles destaca que o Ibovespa chegou a subir cerca de 1,8% pela manhã, zerou os ganhos e entrou no campo negativo antes de voltar a avançar durante a tarde. “É um mercado totalmente reativo ao ‘trade’ eleitoral. O que eu vejo é o mercado confiante com um primeiro turno bem acirrado e aproveitando essa janela para se posicionar antes das eleições”, afirma.
(com Estadão Conteúdo)
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