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Juiz torna ré acusada de matar jornalista Delson Carlos

O juiz Jesseir Coelho de Alcantara aceitou, na segunda-feira (17), a denúncia do Ministério Público contra a dentista Renata de Almeida Pedreira e Sousa. A acusada se tornou ré por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima pela morte do jornalista Delson Carlos e por lesão corporal qualificada contra a companheira dela, Márcia Maria Carolli.

Em nota à imprensa, a defesa disse que adotará todas as medidas processuais cabíveis e confia que o caso será analisado com respeito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência. Além disso, informou que é um ato inicial do processo e não representa reconhecimento de culpa ou confirmação da versão apresentada pelo Ministério Público. Conforme o texto, “a defesa refuta as qualificadoras imputadas” e “o ponto central continua sendo o estado psíquico de Renata no momento dos fatos, questão que ainda não foi esclarecida por perícia”.

Delson Carlos foi morto a facadas na noite de 24 de julho, dentro do apartamento onde morava, no Setor Bueno, em Goiânia. A principal suspeita do crime é Renata de Almeida, amiga do jornalista há mais de dez anos.

De acordo com a Polícia Militar, quatro pessoas estavam no imóvel quando uma discussão começou. Mesmo ferido, Delson tentou escapar, mas morreu no corredor do quinto andar do edifício. O cachorro do jornalista também foi morto durante o episódio e a então companheira da acusada também foi ferida por ela.

Após o crime, Renata permaneceu trancada no apartamento por cerca de quatro horas. Ela foi retirada do local por equipes do Batalhão de Operações Especiais (Bope), teve a prisão em flagrante convertida em preventiva e segue à disposição da Justiça.

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Nota da defesa:

A defesa tomou ciência do oferecimento e do recebimento da denúncia. Esse é um ato inicial do processo e não representa reconhecimento de culpa ou confirmação da versão apresentada pelo Ministério Público.

A defesa refuta as qualificadoras imputadas. Tanto o alegado motivo fútil quanto o suposto emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima não encontram respaldo nos elementos reunidos no processo e serão devidamente contestados no momento processual adequado.

O ponto central continua sendo o estado psíquico de Renata no momento dos fatos, questão que ainda não foi esclarecida por perícia. Os próprios autos registram uma crise aguda, ameaças contra a própria vida, prolongada negociação policial, necessidade de intervenção especializada e posterior encaminhamento hospitalar.

A defesa adotará todas as medidas processuais cabíveis e confia que o caso será analisado com respeito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.


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