Lembra da Anusha? Ex-atriz mirim de ‘Caminho das Índias’ revela o que fez longe da TV

Quem acompanhou Caminho das Índias, exibida pela Globo, provavelmente se lembra de Karina Ferrari. A atriz ficou conhecida ainda criança ao dar vida à pequena Anusha na trama e, anos depois, decidiu ampliar seus caminhos profissionais para além da televisão.
Aos 27 anos, Karina acaba de concluir a graduação em Gestão de Recursos Humanos, área escolhida como uma alternativa para sua carreira artística. Além de atuar, ela também trabalha com dança e música e decidiu investir em uma formação universitária fora do universo das artes.
Karina explica escolha pelo plano B
A decisão de fazer uma faculdade surgiu justamente da instabilidade que envolve a carreira artística. Ao compartilhar a conquista nas redes sociais, a ex-atriz mirim explicou por que sempre considera importante que artistas tenham uma segunda opção profissional.
“Sempre que me pedem conselho sobre carreira artística eu dou o mesmo: “tenha um plano B”. Nós artistas sabemos da dificuldade de viver do que amamos, mas somos muito capazes de fazer outras coisas e ser bom em tudo que nos comprometemos a fazer. Eu sempre vou falar pra vc que é artista pra ter uma segunda profissão, e assim, você ficará mais tranquilo! Concluí minha graduação em Gestão de RH e fico muito feliz em dar mais esse passo na minha vida, só é o início de muitos projetos que tenho pra minha vida profissional e aos pouquinhos estou alcançando. Só agradecer a minha família que sempre me incentivou a tudo na minha vida, sem eles eu não sou nada”, afirmou.
A formação em Gestão de RH prepara profissionais para atuar na administração de pessoas dentro das empresas, conciliando o desenvolvimento dos colaboradores com os objetivos das organizações.
Atriz enfrentou dificuldades após sucesso na novela
Karina já havia falado publicamente sobre os desafios que enfrentou para continuar trabalhando como atriz depois do sucesso de Caminho das Índias.
Em entrevista à revista Marie Claire, em 2025, ela relembrou o período posterior à novela e contou que esperava receber mais oportunidades para participar de testes. No entanto, segundo ela, isso não aconteceu como imaginava.
“Achei que, depois de Caminho das Índias, as coisas seriam mais simples, que eu teria mais oportunidades de testes. Mas, na realidade, eu acho que cometi um erro em uma coisa. Eu não queria passar à frente de ninguém. Não que isso seja errado, mas eu nunca quis entrar em uma novela só porque já tinha feito uma antes. Sempre falei para o meu pai: ‘Eu estudei minha infância inteira, sinto que estou preparada e sou capaz de fazer testes e entrar por mérito”. O problema é que os testes começaram a não chegar. Eu tinha agência, mas todas as agências pelas quais passei de alguma forma me prejudicaram. Havia sempre algo errado, algo por trás, e meu pai e eu ficamos traumatizados com isso“, disse ela à publicação.
“As portas se fechando novamente”
A atriz também contou que precisou lidar com a frustração de ver sua carreira perder força justamente durante uma fase importante de sua vida. Karina destacou que a situação foi ainda mais complicada por ter acontecido durante a infância e a adolescência.
“Foi difícil, porque eu estava em ascensão com a Anusha e depois me vi nesse lugar em que parecia que tudo tinha caído. Isso foi muito difícil de lidar, ainda mais sendo criança, pré-adolescente e depois adolescente, passando por tantas mudanças e vendo as portas se fechando novamente. […] Eu nunca desisti, sempre corri atrás, sempre estudei, mas quando a oportunidade não aparece, não tem muito o que fazer. […] Pensei também em colocar em prática um plano B, porque, quem é artista no Brasil sabe: tem que ter um plano B. É muito uma montanha-russa. Mas isso aqui, a arte, é algo que não consigo viver sem. E até hoje, continuo dançando, procuro atuar, fiz mais cursos de atuação, tentando estar alinhada com as demandas do mercado. Mas foi uma fase difícil, sem dúvida“.
Mesmo com a nova formação, Karina não deixou de lado a carreira artística. Ela continua estudando atuação, dançando e buscando oportunidades no meio artístico, enquanto constrói uma segunda possibilidade profissional por meio da graduação concluída.



