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Líder nas pesquisas ao Senado em SP, Marina Silva prega união com Simone Tebet e mira gestão Tarcísio

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A iniciativa Quilombo nos Parlamentos nasceu em 2022 com um objetivo claro: combater a sub-representação de pessoas negras na política. Na última quarta-feira (29), o movimento foi renovado na capital paulista para 2026, reunindo 150 candidaturas comprometidas com uma agenda de ação atrelada à justiça racial.

Dentre as figuras presentes esteve a ex-ministra e pré-candidata ao Senado por São Paulo, Marina Silva (Rede), que lidera as intenções de voto nos dois levantamentos divulgados nesta semana. A ambientalista aparece com 31% na Paraná Pesquisas e soma 14% na Genial/Quaest, onde o percentual é inferior devido à escolha do instituto de testar o inelegível Pablo Marçal entre as opções.

Na saída do evento, a ex-ministra conversou com o Radar. Ao ser questionada sobre a disputa pelo Senado, reconheceu a importância da liderança momentânea, mas destacou que há uma longa jornada até outubro. Entre suas principais bandeiras está o combate à violência contra a mulher. “O mais importante é a disposição que temos de debater ideias e propostas. Precisamos combater o feminicídio que, enquanto no Brasil caiu 2%, em São Paulo cresceu 10% nesse primeiro semestre de 2026”, afirma.

Além de enfatizar a urgência de medidas de segurança pública para frear a escalada da violência de gênero, ela defende a ampliação da representatividade feminina na política. Por isso, enxerga a importância de uma dobradinha no pleito junto de Simone Tebet (PSB), sendo ambas as representantes do presidente Lula para o Senado Federal no maior colégio eleitoral do país.

“Tanto eu como a Simone estamos colocadas pela nossa frente ampla como pré-candidatas e queremos mulheres representando as mulheres e o povo brasileiro no Congresso Nacional. Afinal de contas, somos mais da metade da população, temos quantidade e qualidade, mas estamos sub-representadas”, pontua.

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Outra preocupação transmitida por Marina ao Radar, reside no que ela identifica como “perda de protagonismo financeiro paulista” sob a administração de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Para a ex-ministra, o estado tem apresentado um crescimento aquém do esperado. Ela cita o balanço de 2025, quando o Brasil cresceu 2,3% no ano, enquanto o PIB estadual avançou apenas 1%. Além disso, critica a postura do chefe dos Bandeirantes frente à taxação imposta pelo governo dos Estados Unidos aos produtos brasileiros.

“O Estado de São Paulo tem um governador que, infelizmente, quando perguntado sobre a tarifa injusta que vai tirar de São Paulo 4 bilhões de dólares, prejudicando os produtores de álcool, sapatos, café e autopeças, diz que não é um problema dele”, lamenta.

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