Linfoma não Hodgkin: conheça o câncer que vitimou o cantor Netinho

O cantor Netinho, de 60 anos, morreu na manhã desta terça-feira, 13. A notícia foi divulgada pela assessoria do artista por meio das redes sociais. Ele enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B e, nos últimos meses, seu estado de saúde evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
Em comunicado oficial, a equipe lamentou a perda e ressaltou a importância do artista para a música, lembrando sua trajetória marcada pelo talento, pela energia e pela proximidade com os fãs.
“Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador”, destacou a nota, que também enfatizou o legado deixado pelo cantor. Sua voz e o carisma com que conquistava o público foram lembrados como marcas que continuarão presentes na memória de admiradores, amigos e pessoas que acompanharam sua carreira.
Durante o período de tratamento, Netinho costumava demonstrar gratidão pela vida e pelas experiências que teve ao longo da carreira. Segundo a assessoria, ele falava sobre a própria trajetória com serenidade e dizia se sentir realizado com tudo o que havia conquistado.
“Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte”, afirmava o cantor.
Despedida reservada
De acordo com o comunicado, o velório e a cremação serão realizados de maneira privada, conforme um desejo manifestado pelo próprio artista. A cerimônia será restrita aos familiares e amigos mais próximos.
A equipe também pediu compreensão e respeito à privacidade das pessoas próximas ao cantor, para que familiares e amigos possam atravessar o período de luto com tranquilidade. Ao final da nota, agradeceu as mensagens de carinho, solidariedade e apoio recebidas após a confirmação da morte.
Leia o comunicado na íntegra:
“É com uma tristeza que corta a alma que comunicamos o falecimento do cantor Netinho, ocorrido na manhã de hoje.
Nos últimos meses, Netinho enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, que evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
Artista extraordinário, talentoso, sensível e inovador, Netinho construiu uma trajetória marcada pela alegria, pela música e por um carisma inconfundível. Sua voz, sua energia e sua forma tão particular de se conectar com o público deixam um legado que permanecerá para sempre na memória e no coração de seus fãs, amigos e de todos que tiveram o privilégio de acompanhá-lo.
Netinho partiu tranquilo. Durante os últimos meses de tratamento, costumava dizer:
‘Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.’
Por desejo expresso do próprio Netinho, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, em uma cerimônia restrita a familiares e amigos próximos.
Neste momento de profunda dor e despedida, pedimos respeito à privacidade da família e dos amigos, para que possam vivenciar esse momento com a serenidade e o recolhimento necessários.
Agradecemos, de coração, todas as manifestações de amor, carinho e solidariedade recebidas. O afeto de todos é também parte da história que Netinho construiu e do legado que deixa.
Contamos com a compreensão e o respeito de todos”.
O linfoma não Hodgkin reúne mais de 20 tipos de câncer, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A doença afeta o sistema linfático e tem apresentado aumento no número de casos nas últimas décadas, especialmente entre pessoas com mais de 60 anos.
Para o período de 2026 a 2028, a estimativa do Inca é de 12.560 novos diagnósticos por ano no Brasil. Desse total, 6.580 casos devem ocorrer entre homens e 5.980 entre mulheres.
O sistema linfático integra as defesas do organismo e desempenha um papel importante no combate a infecções e outras doenças. Como esse tecido está distribuído por diferentes partes do corpo, o linfoma não Hodgkin pode surgir em diversas regiões.
Quais são os sintomas do linfoma não Hodgkin?
Os sinais da doença podem variar de acordo com a região afetada. De acordo com o Inca, alguns sintomas merecem atenção, principalmente quando persistem sem uma causa aparente.
Entre as principais manifestações estão:
- Caroços ou aumento dos gânglios linfáticos no pescoço, nas axilas ou nas virilhas;
- Suor noturno intenso;
- Episódios de febre;
- Coceira na pele;
- Emagrecimento sem motivo aparente.
A presença desses sintomas não significa necessariamente que a pessoa tenha linfoma. No entanto, é importante procurar avaliação médica para investigar a origem dos sinais.
O que pode aumentar o risco da doença?
Algumas condições podem elevar as chances de desenvolver o linfoma não Hodgkin. Segundo o Inca, entre os fatores associados estão alterações no funcionamento do sistema imunológico e determinadas infecções.
Confira os principais fatores de risco:
- Imunidade comprometida: pessoas com doenças genéticas hereditárias que afetam o sistema imune, indivíduos que utilizam medicamentos imunossupressores, como ocorre em alguns casos de transplante, e pessoas que vivem com HIV;
- Infecções específicas: presença de vírus como Epstein-Barr, HIV-1 e HTLV-1, além da bactéria Helicobacter pylori, associada ao desenvolvimento de úlceras gástricas;
- Exposição a substâncias químicas: contato com determinados agentes potencialmente associados à doença, como agrotóxicos, benzeno, aminas aromáticas, benzidina, bifenilos policlorados, tricloroetileno, tetracloreto de carbono e outros solventes orgânicos;
- Exposição à radiação: radiação ionizante e ultravioleta também aparece entre os agentes mencionados na lista de exposições de risco.
A presença de um ou mais desses fatores não significa que a doença necessariamente será desenvolvida. A avaliação dos riscos deve considerar o histórico e as condições individuais de cada pessoa.
Como é feito o diagnóstico?
A investigação do linfoma não Hodgkin pode envolver diferentes exames, escolhidos de acordo com os sintomas e a suspeita clínica. Um dos principais procedimentos é a biópsia, que consiste na retirada de uma amostra de tecido, geralmente de um linfonodo, para análise laboratorial.
Outros exames podem ser solicitados para auxiliar na avaliação da doença, como tomografia computadorizada, ressonância magnética e punção lombar, conforme a necessidade de cada caso.
Identificar a doença e determinar sua extensão são etapas importantes para definir a estratégia terapêutica mais adequada. Ao perceber sintomas persistentes ou alterações incomuns no corpo, a recomendação é buscar orientação médica.
Quais são os tratamentos disponíveis?
A escolha do tratamento depende de fatores como o subtipo do linfoma, o estágio da doença e as condições gerais de saúde do paciente. A quimioterapia é uma das abordagens utilizadas e pode ser combinada com imunoterapia ou radioterapia, conforme a indicação médica.
Conheça as principais modalidades:
- Quimioterapia: utiliza medicamentos para combater as células cancerígenas. Os remédios podem ser administrados por via oral ou intravenosa, e o esquema pode envolver a combinação de diferentes substâncias;
- Imunoterapia: emprega medicamentos que atuam sobre alvos específicos relacionados às células do linfoma ou estimulam mecanismos do sistema imunológico para combater a doença;
- Radioterapia: utiliza radiação para destruir células cancerígenas ou reduzir o tumor em regiões determinadas do corpo.
O acompanhamento especializado é fundamental para estabelecer o tratamento mais indicado para cada paciente, considerando as características específicas do linfoma e a resposta às terapias.
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