Lula “fez de tudo” por tarifaço dos EUA para tentar obter benefício eleitoral

Durante sabatina da TV Globo, Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta sexta-feira (28) que pediu ao governo dos Estados Unidos o cancelamento das tarifas impostas a produtos brasileiros e acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de alimentar o embate com Washington por acreditar que poderia obter ganhos eleitorais com a crise.
O senador Flávio disse ter procurado autoridades americanas para defender empresas brasileiras e contestou a avaliação de que sua atuação tenha sido voltada apenas para adiar a entrada em vigor das medidas.
“Eu pedi para cancelar as tarifas”, afirmou. Segundo ele, um dos argumentos apresentados aos americanos foi a proximidade da eleição presidencial brasileira e a possibilidade de mudança de governo.

Flávio afirmou que Lula adotou uma postura de confronto com integrantes do governo americano e sugeriu que o presidente esperava transformar a reação dos Estados Unidos em ativo político doméstico.
“Parece que o Lula está provocando essa tarifa, ele está atacando os Estados Unidos, ele ataca o secretário de Estado, Marco Rubio, está fazendo de tudo para que as tarifas sejam aplicadas ao Brasil, para com isso ele acreditar que está tendo algum benefício eleitoral”, disse.
O candidato também procurou se distanciar da posição de Eduardo Bolsonaro, que agradeceu publicamente ao presidente Donald Trump depois do anúncio das tarifas. Flávio disse que o irmão errou ao fazer o agradecimento, embora tenha defendido a atuação dele nos Estados Unidos em outras frentes.
“Eu acho que ele errou de agradecer com relação às tarifas”, declarou.
Ao longo da entrevista, Flávio afirmou ter sido contrário às sobretaxas desde o início e disse que buscou uma interlocução direta com os Estados Unidos para evitar prejuízos às empresas brasileiras.
“O único representante público, o único agente público brasileiro que foi para os Estados Unidos e defendeu o Brasil foi Flávio Bolsonaro”, afirmou.
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Questionado ainda sobre a possibilidade de incluir o Pix em uma negociação com Washington, Flávio descartou a hipótese. “O Pix é inegociável”, disse.
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