Política

Maioria dos parlamentares acredita que caso Master afeta mais Flávio do que Lula

Levantamento feito pelo Ranking dos Políticos mostra que a maioria dos deputados e senadores avalia que o caso Banco Master provoca, neste momento, um desgaste eleitoral maior para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do que para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na Câmara, 49,1% dos parlamentares consideram que o episódio beneficia Lula, enquanto 36,4% enxergam vantagem para Flávio. No Senado, a diferença é ainda mais ampla: 57,1% acreditam que o caso favorece o presidente, contra 21,5% que apontam benefício ao senador.

A percepção varia de acordo com o posicionamento ideológico dos congressistas. Entre os parlamentares de esquerda, predomina a avaliação de que o caso desgasta mais a oposição e tende a favorecer Lula. No centro, embora haja maior divisão, a leitura também se inclina para um impacto mais negativo sobre o campo bolsonarista. Só entre os parlamentares de direita há a percepção de que o episódio pode favorecer Flávio.

Para o diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, o comportamento do centro político é o dado mais relevante da pesquisa. Segundo ele, enquanto esquerda e direita tendem a responder de acordo com seus posicionamentos, os parlamentares de centro costumam refletir uma leitura mais pragmática.

A pesquisa também aponta consenso de que o caso do Banco Master ainda está longe de um desfecho. Mais de oito em cada dez deputados (83,7%) e quase oito em cada dez senadores (78,6%) acreditam que haverá novas revelações capazes de alterar o cenário político, tanto para a esquerda quanto para a direita.

A revelação da relação entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro em junho deste ano afetou seu desempenho nas pesquisas. Apesar de Jaques Wagner, ex-líder do governo no Senado e aliado de longa data de Lula, também ter sido implicado no caso recentemente, o desgaste ao presidente foi menor, como mostrou um levantamento recente da Quaest com eleitores.

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Sobre a pesquisa

O Ranking dos Políticos entrevistou 112 deputados e 28 senadores, proporcionalmente ao tamanho das bancadas de seus partidos, entre os dias 1º e 10 de julho. A margem de erro é de 6,5% para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

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