Mario Frias chama operação da PF de ‘cortina de fumaça’ em ano de eleição

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) criticou a operação da Polícia Federal de busca e apreensão contra ele nesta quinta-feira (10).
Em vídeo publicado em redes sociais, ele chamou de “cortina de fumaça” a operação, ressaltou não haver mandado de prisão contra ele e disse que o processo não tem fundamento.
Frias afirmou que a investigação se refere a emenda “pública, registrada e transparente” entregue por ele como deputado.
“A investigação é sobre uma emenda parlamentar de R$ 2 milhões que eu destinei para contemplar um projeto esportivo e outro de letramento digital para tirar crianças da rua, para ensinar crianças, jovens, adolescentes a se desenvolverem intelectualmente”, afirmou.
Ele disse que a defesa pede acesso “há meses” ao inquérito, sem sucesso, e que tem sabido das movimentações por meio da imprensa.
“Se há uma nota que a CGU (Controladoria-Geral da União) quer ver, isso se resolve com documento, não com operação em ano de eleição, cortina de fumaça”, afirmou Frias, que disse que vai colaborar com as autoridades.
Ele falou que a operação é baseada em suspeitas, sem fundamento, e que a ação gerou trauma de familiares.
Frias também comparou a acusação contra ele com outras contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente preso por tentar um golpe de Estado.
“O que aconteceu com ele [Jair Bolsonaro], narrativa atrás de narrativa, uma a uma caindo, está acontecendo comigo, há um mês da eleição”, afirmou.
Candidato à reeleição, Frias é citado em documento da PF como integrante de uma organização criminosa que teria praticado crimes como os desvios de recursos públicos vindo de emendas.
O documento também aponta que Frias fez uma transferência para a Go Up, produtora do filme do qual é produtor e roteirista, de R$ 645.400,00 em 2025, valor incompatível, segundo a PF, com o salário do parlamentar, de R$ 44 mil.
Folha de São Paulo



