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Martinho da Vila recuperou fazenda onde nasceu e transformou imóvel em espaço cultural

A história de Martinho da Vila com a Fazenda Cedro Grande começou muito antes da fama. Localizada em Duas Barras, no interior do Rio de Janeiro, a propriedade foi onde o sambista nasceu e viveu parte da infância. Décadas mais tarde, ele retornou ao endereço, comprou a antiga casa e decidiu dar um novo destino ao lugar.

A fazenda passou a abrigar o Instituto Cultural Martinho da Vila, criado para preservar a memória do cantor e manter uma ligação direta com a região onde sua trajetória começou. O espaço abriu oficialmente as portas em 12 de fevereiro de 2025, data do aniversário do artista.

Martinho da Vila nasceu em um quarto da fazenda

Em declaração reproduzida pela CNN Brasil, Martinho contou nasceu em um pequeno quarto da casa-sede, com o auxílio de uma parteira. Na época, seus pais, Josué Ferreira e Tereza de Jesus Ferreira, trabalhavam como caseiros da propriedade. “Eu vim ao mundo pelas mãos de uma parteira em Duas Barras”, recordou o cantor.

A passagem da família pela fazenda, porém, durou poucos anos. Quando Martinho tinha quatro anos, todos se mudaram para a Serra dos Pretos Forros, também conhecida como Morro da Boca do Mato. O reencontro com a cidade natal aconteceu já na vida adulta, quando ele soube que a casa onde havia nascido estava à venda.

O sambista decidiu comprar o imóvel e, posteriormente, doá-lo para a criação do instituto que leva seu nome. No início, o local recebeu oficinas culturais e atividades de alfabetização para adultos. Com a abertura para visitação, o público também passou a conhecer mais de perto as origens do artista.

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Esposa de Martinho está à frente do instituto

A administração do Instituto Cultural Martinho da Vila é conduzida por Cléo Ferreira, esposa do cantor e presidente da instituição. Em comunicado enviado à CNN Brasil, ela explicou que a proposta não se limita a reunir lembranças da carreira do marido, mas também busca fortalecer a relação da fazenda com Duas Barras e com os moradores da zona rural.

Para Cléo, o instituto representa “um presente para Duas Barras e para toda a região serrana”. Ela também destacou que a Fazenda Cedro Grande funciona como um símbolo de pertencimento, permitindo que os visitantes se aproximem das raízes de Martinho e compreendam o papel daquele endereço em sua história.

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