Economia

Mercado Livre sai na frente em corrida do e-commerce, mas competição segue forte

O cenário competitivo no comércio eletrônico, ou e-commerce, segue acirrado. Para o Mercado Livre (BDR: MELI34), essa disputa não é só uma dinâmica no setor, mas o centro da sua tese de investimento.

De acordo com os analistas da XP Investimentos, a companhia segue se destacando como a principal e mais ativa plataforma do comércio eletrônico — mas as concorrentes não estão muito atrás.

A casa manteve a recomendação de compra para a companhia, mas reduziu o preço-alvo para o final de 2026, indo a US$ 2.000 contra os US$ 2.200 de antes.

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Para a XP, o Mercado Livre continua fazendo os investimentos estratégicos corretos para manter sua liderança no Brasil.

Mesmo assim, e o que justifica a redução no preço-alvo, o descasamento entre investimento de curto prazo e ganhos de lucros e perdas (P&L, na sigla em inglês) de longo prazo, combinado ao interesse limitado por mercados emergentes, coloca a ação em prova. Ainda que possa ter resultados bons, os analistas preferem esperar para ver.

Estratégias durante a Copa

Em um mapeamento competitivo no e-commerce, a XP analisou as estratégias mais recentes das principais companhias do comércio virtual, em especial, relacionadas à Copa do Mundo e às recentes mudanças no Brasil.

O Mercado Livre tem combinado as campanhas usuais de datas duplas com patrocínios, promoções e novas funcionalidades relacionadas à Copa. Os patrocínios incluem, por exemplo, a CazéTV, com cupons e promoções durante as transmissões dos jogos.

Ao mesmo tempo, a Amazon (BDR: AMZO34) também segue uma abordagem parecida — e tão intensa quanto. Com patrocínio da Seleção Brasileira e da TV Globo, com cupons e prêmios relacionados à competição e programa de benefício.

A Shopee (BDR: S2EA34) e o TikTok, por sua vez, estão tomando estratégias mais racionais. De acordo com o mapeamento, ambas as companhias têm apostado em ativações mais limitadas para a Copa.

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