Meta lança IA para programação, buscando competir com OpenAI e Anthropic

A Meta lançou na quarta-feira (5) o Muse Code, uma inteligência artificial (IA) capaz de escrever códigos de software de forma autônoma, marcando a entrada da empresa no segmento mais lucrativo do competitivo mercado de IA generativa.
Os assistentes de IA para desenvolvimento de software tornaram-se a principal fonte de receitas do setor, superando os chatbots como ChatGPT e Gemini.
Segundo a Meta, controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, o software é capaz de planejar a execução de um projeto, dividi-lo em tarefas, escrever programas e verificar os resultados.
No Threads, o diretor-executivo da Meta Mark Zuckerberg disse que o Muse Code também pode delegar tarefas a outros “subagentes” de IA.
A Microsoft foi pioneira nesse segmento com o GitHub Copilot, antes da chegada dos chamados “agentes”, sistemas capazes de executar simultaneamente diversas tarefas complexas. Entre eles estão o Claude Code, da Anthropic, o Codex, da OpenAI, e o Cursor, cuja aquisição pela SpaceX, de Elon Musk, está perto de ser concluída.
O Muse Code, atualmente em versão beta, é cobrado por uso, e não por assinatura, com preços inferiores aos dos concorrentes, como parte de uma estratégia deliberada para ganhar espaço no mercado.
A gigante das redes sociais, cujas receitas dependem quase integralmente da publicidade, busca dessa forma monetizar diretamente seus modelos de IA, sob pressão de investidores preocupados com a dimensão de seus gastos.
Em meados de 2025, Zuckerberg desembolsou mais de US$ 14 bilhões para adquirir uma participação de 49% na Scale AI. Ele nomeou o então diretor-executivo da empresa, Alexandr Wang, para comandar o Meta Superintelligence Labs, onde também recrutou executivos de destaque da OpenAI, Anthropic e Google.
Um incidente de segurança envolvendo uma versão anterior do modelo da Meta, foi revelado na quarta-feira pelo site especializado em tecnologia The Information.
Durante um teste de cibersegurança efetuado por uma empresa especializada, a Irregular, o Muse Spark obteve acesso aos sistemas de uma empresa que não teve o nome revelado.
O incidente, sobre o qual não se conhece a data, foi provocado por “um erro na configuração” da Irregular, disse um porta-voz da Meta. Ele também prometeu a eventual publicação de um relatório detalhado da investigação.
Dois incidentes semelhantes ocorreram nas últimas semanas durante testes parecidos na OpenAI e na Anthropic, cujos modelos se aproveitaram de ambientes mal isolados para acessar, sem autorização, sistemas reais.
Folha de São Paulo>



