Moraes abre investigação sobre elementos achados em celular de advogado de Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de uma nova investigação para apurar informações encontradas pela Polícia Federal no celular do advogado Frederick Wassef durante a análise do material apreendido no inquérito das joias sauditas, envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na decisão, assinada na última terça-feira (30), Moraes deu prazo de 15 dias para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) avalie os chamados “eventos fortuitos” identificados pela Polícia Federal e se manifeste sobre as hipóteses criminais levantadas pelos investigadores.
A medida mantém em aberto uma frente de investigação mesmo após a PGR ter defendido o arquivamento do caso das joias. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, entendeu, em março deste ano, que não havia base jurídica para denunciar o ex-presidente e outros investigados pelo suposto desvio e venda de presentes recebidos durante o exercício da Presidência.
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Embora tenha recebido o parecer pelo arquivamento da investigação, Moraes determinou que a PGR analisasse especificamente o material extraído do celular de Wassef.
O advogado representa Jair Bolsonaro e também atua na defesa do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em nota, Wassef afirmou que a apreensão dos aparelhos foi “nula e ilegal” e sustentou que a ausência de acompanhamento da entidade compromete a validade de qualquer prova obtida.
O advogado também questionou a abertura de uma nova investigação quase três anos após a apreensão dos celulares.
Com a decisão de Moraes, caberá agora à Procuradoria-Geral da República analisar os elementos apresentados pela Polícia Federal e decidir se há fundamentos para o prosseguimento da investigação ou para eventual arquivamento da nova apuração.
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