Moraes manda soltar Márcio Canella, mas cobra esclarecimento sobre fuzil encontrado em seu carro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), mandou soltar o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella e o policial militar Antônio Gomes da Silva Neto, presos em flagrante durante a Operação Unha e Carne.
Apesar da liberdade provisória, os dois terão que usar tornozeleira eletrônica, cumprir recolhimento domiciliar à noite e nos fins de semana, comparecer semanalmente à Justiça, entregar os passaportes e ficar proibidos de deixar o país. Moraes afirmou que as prisões em flagrante foram legais, mas concluiu que elas podem ser substituídas por medidas cautelares.
Na decisão, o ministro afirma que ainda existem pontos sem resposta sobre o fuzil calibre 5,56 da Polícia Militar encontrado dentro de um veículo de propriedade de Canella.
A defesa sustenta que a arma pertence a um policial da escolta do ex-prefeito, mas Moraes relata que já “dúvidas sobre a regularidade da posse de arma pertencente à corporação”, além das “razões pelas quais o armamento encontrava-se em veículo de propriedade de Márcio Correia de Oliveira”
Moraes também disse haver dúvidas sobre a legalidade da atuação do policial Antônio Gomes da Silva Neto como segurança particular utilizando arma da corporação.
Por isso, Moraes determinou que a Polícia Militar do Rio apresente, em cinco dias, esclarecimentos sobre as duas armas apreendidas e a situação funcional dos policiais envolvidos. O ministro ressaltou ainda que as dúvidas levantadas pela investigação “não foram sanadas pela defesa até o presente momento” e que o descumprimento de qualquer uma das medidas impostas resultará na conversão imediata da liberdade provisória em prisão preventiva.
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Folha de São Paulo



