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Moro diz que ajuda dos EUA contra PCC e CV é ‘simbólica’ e que discurso sobre soberania nacional é fantasioso

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O senador Sergio Moro (PL-PR) argumentou que a classificação de terroristas para as facões Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC), imputada pelos Estados Unidos, será, na verdade, uma ajuda simbólica ao Brasil contra o crime organizado. Para o parlamentar, o discurso de que o novo quadro abra espaço para os EUA ferirem a soberania nacional é fantasioso e atrapalha o avanço da segurança pública.

“O governo Lula atual passa a mão na cabeça de bandidos, ilustrativo disso foi a sua resposta à designação do PCC e do CV como organizações terroristas. O efeito disso, na prática, é dificultar a lavagem de dinheiro e facilitar o confisco de ativos. Tem chance de implementar a cooperação jurídica internacional. Elas mesmo [as facções] veem com receio essa possibilidade. Mas, a partir disso aí, se construiu uma narrativa de risco à nossa integridade territorial, que, na verdade, não existe. Nós vamos resolver esse problema, não vão ser os Estados Unidos que vão resolver por nós. Mas nós termos uma ajuda, ainda que uma ajuda simbólica, e com efeito mais internacional neste momento, é algo positivo”, afirmou moro no VEJA Fórum Rumos do Brasil na manhã desta segunda-feira, 15.

O senador também falou sobre o aumento do poder das facções, dizendo acreditar que elas podem estar, inclusive, infiltradas no Congresso Nacional. “O crime organizado está dentro do mercado, em tese, lícito, mas realizando fraudes, como de combustíveis, contrabando de cigarro e se infiltrando em instituições financeiras. Por que não também o risco de se infiltrarem em instituições públicas, por exemplo, promovendo candidatos”, considerou.

Moro constituiu sua carreira pública a partir do discurso de combate à corrupção. Ex-juiz, ele encabeçou a Operação Lava-Jato e, atualmente, lidera as pesquisas de intenção de voto para o governo do estado do Paraná.

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