MST defende mudar modelo econômico e taxar o agro em manifesto eleitoral

O MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) divulgou nesta quarta-feira (29) um manifesto com 15 pontos que defende na atual campanha eleitoral.
O movimento deve lançar candidatos a deputado federal e estadual, além de participar da coordenação da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Carro-chefe do MST, a defesa da reforma agrária inclui a proposta de “desapropriar os latifúndios improdutivos e que cometem crimes ambientais e trabalhistas”.
Durante o governo Lula, o movimento foi crítico ao ritmo da criação dos assentamentos e reclamou diversas vezes da falta de recursos para a reforma agrária. Mesmo assim, defende novo mandato para o presidente.
“Assumimos a tarefa prioritária de eleger Lula, governos e parlamentares de esquerda comprometidos com a transformação do Brasil”, diz o documento.
O agronegócio segue visto como inimigo. O MST se propõe a combater o modelo da grande agricultura baseado nos agrotóxicos e nos ultraprocessados. Um dos pontos do manifesto diz que é preciso taxar o agronegócio e os agrotóxicos e revogar a Lei Kandir, que isenta as exportações.
No front econômico, o movimento defende uma mudança radical, que inclui “combater o arcabouço fiscal, recuperar o controle do Banco Central e reduzir a taxa de juros”.
Também pede a proibição das bets e aumento da fiscalização sobre bancos e fintechs que “lucram” com crédito consignado de servidores e aposentados.
Na área internacional, o MST reforça o apoio a aliados tradicionais, prometendo “mobilizar esforços em solidariedade a Cuba, Venezuela, Haiti e Palestina, diante da perseguição e cerco dos EUA e Israel”.
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Folha de São Paulo



