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NESCAFÉ Plan completa 15 anos no Brasil com avanços em sustentabilidade e inovação junto aos produtores parceiros

Quando deixou a carreira no Direito para tocar, ao lado do pai, Luis Carlos Gomes, a propriedade da família, no Espírito Santo, a advogada Carol Bridi tinha 27 anos e uma vontade: plantar árvores. Para recuperar o solo e as nascentes, abriu mão de parte da área produtiva e iniciou o reflorestamento. Uma década depois, os resultados aparecem no cotidiano da Fazenda São Bento. “Faltava água até para as casas, agora sobra”, diz ela. A produtividade também cresceu. “Com o aumento da quantidade de abelhas, a polinização se fortaleceu. A qualidade do solo melhorou. Também passamos a trabalhar com variedades mais produtivas.”

A experiência da Fazenda São Bento traduz, na prática, a transformação que o NESCAFÉ Plan busca ampliar no campo: combinar a recuperação dos recursos naturais com ganhos de produtividade, rentabilidade e resiliência para quem produz café. A propriedade de Carol é uma das 3.800 participantes do programa global de sustentabilidade de NESCAFÉ que completa 15 anos no Brasil. Com a agricultura regenerativa no centro de sua estratégia, o programa atua dentro das propriedades com uma equipe de agrônomos, que oferece assistência técnica contínua aos cafeicultores e ajuda a identificar as práticas mais adequadas a cada realidade, como cobertura e proteção do solo, manejo da matéria orgânica, fertilização otimizada e conservação da água e da biodiversidade, além de apoiar melhorias na gestão. Hoje, todas as fazendas parceiras têm pelo menos uma prática regenerativa aplicada, e todo o café de NESCAFÉ é certificado e verificado. “O objetivo é combinar ganhos ambientais com mais produtividade, rentabilidade e resiliência para quem produz café”, afirma Rodolfo Clímaco, gerente executivo de Agricultura para Cafés e líder do NESCAFÉ Plan no Brasil.

Produtora Carol Bridi colhe resultados da recuperação dos recursos naturais na Fazenda São Bento, no Espírito Santo — Foto: Divulgação
Produtora Carol Bridi colhe resultados da recuperação dos recursos naturais na Fazenda São Bento, no Espírito Santo — Foto: Divulgação

Ao longo dos anos, o programa passou a expandir a sua atuação para outras dimensões. “No grão, falamos de agricultura regenerativa, resiliência climática, produtividade e renda. Na xícara, o foco é em eficiência e redução de carbono em nossas operações. E, para além, trabalhamos ainda no impacto social nas comunidades produtoras, por meio de parcerias que ampliam nosso compromisso com o futuro do café”, explica Bárbara Velo, gerente de ESG para cafés na Nestlé Brasil. “No fim, é um programa que nasce do grão, mas hoje se estende por toda a jornada, criando valor compartilhado para toda a cadeia.”

Cada xícara carrega uma história e, desde 2019, o NESCAFÉ Plan apoia o projeto Fazedores de Café, para contribuir com a formação de uma nova geração de profissionais, tanto no campo quanto nos centros urbanos. Nas áreas produtoras, a iniciativa prepara jovens para dar continuidade às atividades familiares e enxergar novas possibilidades sustentáveis na cafeicultura. Já nos centros urbanos, o projeto oferece capacitação gratuita para a profissão de barista a jovens em situação de vulnerabilidade social. Este ano, a iniciativa passa a integrar a Academia Gastronomia & Café, espaço da Nestlé dedicado à formação profissional gratuita de jovens em gastronomia e barismo, e pretende ampliar seu impacto para mais de 500 jovens.

Outra frente recente trata das condições de trabalho na cafeicultura. Em 2026, o Brasil passa a apoiar uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Com duração prevista de dois anos, o projeto busca fortalecer as práticas de recrutamento justo, a proteção dos trabalhadores e a promoção dos direitos trabalhistas no setor nos estados de Espírito Santo e Bahia, maiores produtores de café conilon no país.

Rodolfo Clímaco, Gerente Executivo de Agricultura para Cafés e líder do NESCAFÉ Plan no Brasil — Foto: Divulgação
Rodolfo Clímaco, Gerente Executivo de Agricultura para Cafés e líder do NESCAFÉ Plan no Brasil — Foto: Divulgação

Celebrado em 1º de outubro, o Dia Internacional do Café é também uma oportunidade para lembrar o protagonismo do Brasil na trajetória dessa paixão nacional. O país teve ainda um papel fundamental no desenvolvimento de NESCAFÉ. No final da década de 1920, diante de um grande excedente de produção, o governo brasileiro precisava de alternativas para preservar o grão e facilitar seu armazenamento e transporte. Para resolver a questão, procurou a Nestlé, que passou então a pesquisar e testar uma tecnologia capaz de transformar o café em uma versão solúvel. NESCAFÉ foi lançado em 1938. O nome combinou “Nes”, de Nestlé, com “café”, palavra em português que acompanhou o produto em sua expansão pelo mundo (veja linha do tempo).

Quase um século depois, essa história continua ligada à busca por novos hábitos de consumo. “NESCAFÉ nasceu em um contexto de inovação, e é muito interessante ver como essa mesma lógica segue viva hoje, agora também aplicada à sustentabilidade”, afirma Bárbara.


Globo Rural

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