Nora de Andressa Urach expõe proposta chocante que recebeu após revelar condição rara: ‘Me senti usada’

Maya Braga, influenciadora digital de 20 anos e nora de Andressa Urach, surpreendeu os seguidores ao revelar uma proposta comercial que recebeu após sua condição médica ganhar repercussão nas redes sociais. Diagnosticada com útero didelfo — uma rara malformação congênita em que a mulher possui dois úteros, dois colos uterinos e duas entradas vaginais —, ela contou que foi procurada por uma marca interessada em transformá-la na garota-propaganda de uma linha de absorventes com o conceito de “absorção dupla”.
Segundo Maya, o convite surgiu justamente depois que sua história passou a ser amplamente divulgada na internet. A proposta previa que ela utilizasse sua condição de saúde como elemento central da campanha, estabelecendo uma associação entre a característica rara de seu organismo e um produto destinado a mulheres com fluxo menstrual intenso.
A influenciadora explicou que, em um primeiro momento, acreditou se tratar de mais uma parceria publicitária comum. No entanto, ao analisar os detalhes apresentados pela empresa, percebeu que toda a estratégia de divulgação girava em torno de sua condição médica.
“No começo, achei que fosse apenas uma proposta comercial comum. Depois percebi que toda a campanha dependia de usar uma questão médica da minha vida para justificar o conceito de ‘absorção dupla’”, conta.
O episódio causou desconforto em Maya, que afirmou ter sentido que sua intimidade havia sido reduzida a uma ferramenta de marketing. Para ela, a repercussão em torno do diagnóstico já trouxe consequências, como perguntas invasivas e curiosidade excessiva sobre sua vida pessoal. A proposta publicitária, no entanto, ultrapassou um limite que ela considera inaceitável.
A influenciadora disse que não se sentiu valorizada por sua trajetória, mas sim enxergada como uma oportunidade para atrair atenção e impulsionar as vendas da marca.
“Eu me senti usada. Não estavam olhando para a minha história com respeito, mas pensando em como ela poderia gerar comentários, repercussão e vendas. Uma condição médica não deveria ser vista como uma chance de vender produto”, afirma.
Após refletir sobre o convite, Maya decidiu recusar a campanha nos moldes apresentados. Ela ressaltou que não tem problemas em falar abertamente sobre o útero didelfo quando acredita que sua experiência possa informar, conscientizar ou ajudar outras mulheres que convivem com a mesma condição. No entanto, destacou que isso não significa abrir mão dos próprios limites em nome de ações publicitárias.
Para a influenciadora, compartilhar informações sobre sua saúde deve servir para ampliar o conhecimento sobre uma condição pouco conhecida, e não para transformar aspectos íntimos de sua vida em slogans de campanhas comerciais.
“Eu posso explicar o que tenho e falar sobre a minha experiência, mas isso não significa que minha intimidade esteja disponível para virar slogan. As pessoas precisam entender que repercussão não é autorização para transformar tudo em marketing”, conclui.
O relato rapidamente repercutiu entre os seguidores da influenciadora, levantando discussões sobre ética na publicidade, os limites das campanhas de marketing e a forma como histórias pessoais e condições médicas podem ser utilizadas por marcas em ações promocionais.
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