Política

Novo tenta consolidar candidatura de Zema, mas mantém pontes com PL nos estados

O Partido Novo articula-se para as eleições de 2026, buscando transformar a candidatura do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, em uma alternativa da direita ao bolsonarismo na disputa pelo Palácio do Planalto. Simultaneamente, a legenda mantém negociações e alianças regionais com o PL, partido do senador Flávio Bolsonaro, visando ampliar sua presença no Congresso Nacional e superar a cláusula de barreira.

O que aconteceu

  • O Partido Novo mira 2026 com a candidatura presidencial de Romeu Zema e alianças estratégicas nos estados.
  • A legenda planeja aumentar sua bancada no Congresso, projetando eleger entre 12 e 20 deputados federais.
  • Com um orçamento estimado em até R$ 90 milhões, o partido se considera mais estruturado para a próxima disputa eleitoral.

O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, assegura que a sigla chega mais estruturada para a disputa de 2026, tanto no âmbito político quanto financeiro. A decisão de utilizar recursos dos fundos partidário e eleitoral, segundo Ribeiro, foi crucial para uma expansão significativa do partido nos últimos anos.

Nas eleições municipais de 2024, o Novo conseguiu ampliar sua representação em prefeituras e câmaras municipais, em um crescimento notável em comparação ao pleito anterior. Ribeiro destaca que a legenda acumulou recursos nos últimos anos e estima chegar à campanha eleitoral com um orçamento robusto, variando entre R$ 80 milhões e R$ 90 milhões.

Como o Novo planeja crescer no Congresso?

A direção partidária almeja lançar chapas completas na maioria dos estados, com o objetivo claro de aumentar sua representação na Câmara dos Deputados. Atualmente com cinco parlamentares federais, o Partido Novo projeta eleger pelo menos 12 deputados em 2026.

Em um cenário mais otimista, avaliado internamente, a bancada poderia alcançar um número ainda mais expressivo, entre 15 e 20 cadeiras. Essa meta ambiciosa reflete a confiança da cúpula do partido em sua estratégia de crescimento e fortalecimento institucional.

Líderes da legenda também depositam suas esperanças no desempenho de Romeu Zema (Novo-MG) para impulsionar candidaturas proporcionais em todo o país. A análise interna sugere que, se o governador mineiro conseguir alcançar dois dígitos nas pesquisas presidenciais e se consolidar na disputa nacional, um efeito de transferência de votos poderá beneficiar diretamente os candidatos do partido nos estados.

Qual a estratégia de alianças do Novo?

Apesar do discurso de independência em relação ao bolsonarismo no plano nacional, o Partido Novo mantém uma postura pragmática ao negociar composições regionais com partidos do campo conservador. O PL, em especial, figura como um parceiro estratégico em diversos estados.

Essa estratégia visa combinar o crescimento eleitoral do partido com o fortalecimento institucional nos próximos anos, demonstrando uma abordagem multifacetada para consolidar sua posição no cenário político brasileiro.

Da IstoÉ


IstoÉ

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