Política

O aceno de Requião Filho ao centro na reta final da disputa paranaense

A poucos dias do primeiro turno das eleições de 2026, a campanha de Requião Filho (PDT) ao governo do Paraná adota a estratégia de demonstrar que o postulante ao Palácio Iguaçu tem posições independentes em relação ao que pensam os partidos que compõem a coligação progressista encabeçada pelo pedetista no pleito.

Em material de campanha veiculado nesta semana, em vez de responder se é “de direita ou de esquerda”, Requião Filho apresenta suas opiniões sobre temas caros ao eleitorado local. O candidato defende o salário mínimo regional, imposto zero para micro e pequenas empresas, o fim da tributação sobre mercadorias em estoque, se diz contrário à privatização da Copel e afirma não ser favorável “nem de Estado mínimo, nem de Estado máximo, mas de um Estado presente”.

Nos bastidores políticos do estado, a leitura é de que a cartada não se limita a uma ação isolada, mas se junta a outras declarações recentes que visam “descolar” a candidatura da imagem do governo federal e do presidente Lula. Em sabatinas recentes, o pedetista defendeu o porte de armas e o voto impresso, visões que divergem historicamente do que é defendido pelo campo da esquerda.

Ao Radar, a campanha de Requião Filho ressalta que a aliança do PDT com PT, PV, PSOL, PCdoB, Rede, PRD e Solidariedade foi “construída sobre compromissos comuns, sem exigir concordância em todos os temas”, e argumenta que o programa de governo da chapa representa o pacto do grupo com o estado. Embora reconheça a base progressista da candidatura, a equipe esclarece que busca dialogar com a sociedade paranaense como um todo, defendendo “melhores condições de trabalho, menos imposto para o pequeno negócio e água e energia a serviço do Paraná”.

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Confira a íntegra da nota enviada à coluna:

“A aliança foi construída sobre compromissos comuns, sem exigir concordância em todos os temas. O candidato já expôs divergências com o PT Nacional sobre a Copel e os pedágios e também já declarou sua posição favorável à posse e ao porte de armas.O programa de governo é o compromisso da coligação com o Paraná. Na segurança, prevê valorização dos policiais, investigação, inteligência e enfrentamento ao crime organizado. Na economia, propõe reduzir a carga estadual de ICMS para micro e pequenas empresas e rever incentivos sem contrapartida. O plano também afirma que secretarias e estatais não serão usadas como moeda de troca política. Requião Filho e Michele Caputo responderão pela condução desse programa.”

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“A candidatura tem uma base progressista e busca dialogar com paranaenses de diferentes posições políticas. Quem quer uma polícia com melhores condições de trabalho, menos imposto para o pequeno negócio e água e energia a serviço do Paraná pode encontrar esses compromissos no mesmo programa. Requião Filho não pede ao eleitor que concorde com cada partido da coligação. Pede que avalie sua trajetória, suas propostas e o rumo pelo qual ele assumirá a responsabilidade de governar.”

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