Política

O cálculo feito pelo ex-marqueteiro de Flávio que indica a vitória do senador nas eleições

O publicitário Eduardo Fischer, ex-marqueteiro da campanha de Flávio Bolsonaro, apresentou durante entrevista ao programa VEJA em Foco um cálculo que, segundo ele, pode levar o senador a vencer a disputa presidencial. A análise parte do cenário divulgado pelo Datafolha, nesta quinta-feira, 18, com Lula à frente de Flávio no primeiro turno e uma diferença menor no segundo.

Fischer considera que o principal fator para uma eventual mudança no segundo turno seria a migração dos votos hoje destinados aos demais candidatos de direita e centro-direita. No cenário discutido na entrevista, esses candidatos somariam cerca de 15% das intenções de voto. O publicitário estima que 70% desse eleitorado poderia migrar para Flávio.

“Então, se você pegar 70% de 15, você mais ou menos, digamos que você tenha 10%. Cinco vai para o Lula, dez vai para o Flávio. Pronto, já deu”, afirmou Fischer. O próprio publicitário ressalvou que se tratava de uma projeção: “Eu estou aqui em futurologia”, brincou.

A lógica apresentada por ele é que eleitores de candidatos como Ronaldo Caiado e Romeu Zema, caso percebam que seus candidatos não têm condições de chegar ao segundo turno, poderiam optar por Flávio para evitar a vitória de Lula. “Quando ele chegar na fila e perceber que o candidato dele realmente não tem chance de ganhar e ele tem um receio de que a esquerda, se ele é de centro-direita e direita, possa ganhar, ele vai desistir e vai votar no Flávio Bolsonaro”, disse.

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Fischer afirmou ainda que, nesse cenário, a parcela de votos destinada aos demais candidatos tenderia a diminuir. “Eu acho que esses 15% como tendência devem diminuir e o Flávio deve aumentar a sua participação no primeiro turno”, afirmou. Ele ressaltou, porém, que isso não significaria necessariamente uma vitória no primeiro turno, mas uma possibilidade de o senador terminar à frente de Lula.

Na avaliação do publicitário, a diferença entre os dois candidatos no primeiro turno também seria relevante para o cenário seguinte. “A única chance que o Lula tem é aumentar a distância dele no primeiro turno, porque no segundo, vou repetir, como na primeira eleição brasileira, que não existe outro candidato da esquerda, só existe um”, afirmou.

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Fischer também relacionou sua análise ao momento da campanha e ao pouco tempo restante até a votação. “Ele tem para o primeiro turno menos que três semanas para tentar provar uma coisa que ele não conseguiu provar em quatro anos”, disse, referindo-se à tentativa de Lula de se afastar politicamente da crise envolvendo o STF.

Ao comentar a possibilidade de mudança do cenário até a votação, o publicitário fez uma ressalva sobre a imprevisibilidade da reta final. “Nesse momento, como nós estamos vivendo, cada dia dessas duas semanas e meia podem significar vários meses”, afirmou Fischer.

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