O novo capítulo do processo disciplinar contra ministro do STJ acusado de importunação sexual

O processo administrativo disciplinar que apura a conduta do ministro Marco Buzzi, do STJ, acusado de importunar sexualmente duas mulheres, terá um novo capítulo nesta quinta-feira.
A partir das 9h, testemunhas de defesa e de acusação do processo que analisa o caso começam a ser ouvidas.
Elas serão ouvidas pela comissão responsável pela instrução do processo administrativo disciplinar, composta pelos ministros Luis Felipe Salomão, Benedito Gonçalves e Ricardo Villas Bôas Cueva, escolhidos por sorteio.
O colegiado elaborará um relatório com sugestões de punição contra o colega de tribunal. Esse parecer precisará ser apreciado pelo plenário do STJ, mas ainda não há previsão de quando isso acontecerá.
O magistrado é acusado de ter tocado uma jovem, filha de um casal de amigos, dentro do mar durante uma viagem a Santa Catarina. Ela registrou um boletim de ocorrência contra Buzzi.
Uma ex-funcionária terceirizada do gabinete do ministro do STJ diz ter sofrido sucessivos assédios – de toque nas nádegas a comentários inapropriados – entre 2023 e 2025.
Ele nega que tenha cometido os crimes.
Os pais da jovem e servidores do gabinete estão entre as testemunhas de acusação que serão ouvidas.
Os advogados de Buzzi escalaram 16 testemunhas de defesa, entre elas, pessoas que estavam na praia perto do local onde a primeira jovem contou ter sido assediada.
Em abril, o processo administrativo disciplinar foi aberto por decisão unânime do plenário do STJ. Na ocasião, decidiram que Buzzi deveria permanecer afastado de suas funções.
Em outra frente, o CNJ e o STF abriram um procedimento e um inquérito criminal, respectivamente.
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