Política

O que a área técnica do TSE disse sobre o canal ‘Exército do Lula’, que é questionado por Flávio

A área técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enviou ao presidente da Corte, ministro Nunes Marques, nesta segunda-feira, 12, um parecer sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, retirado do ar por ele no domingo, 11 — a decisão foi modificada por outro ministro depois. A Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED) disse que não encontrou no canal as publicações com conteúdos falsos apontados pela campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL) e que serviram de fundamento para a decisão de Nunes Marques. 

“Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos. A verificação abrangeu os textos das mensagens, as pré-visualizações de links, inclusive as miniaturas e os títulos dos vídeos vinculados, assim como os áudios transcritos”, diz trecho do parecer técnico.

O documento também menciona o volume das mensagens veiculadas e o tom de conflito que predomina no canal. “Registra-se, ainda, nas mensagens examinadas, o emprego recorrente de uma linguagem polarizadora, que tende a estabelecer uma lógica de confronto potencialmente contrária à condição das eleições como um substitutivo do conflito”, afirma outro ponto do laudo da AEED.

O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro ingressou com uma ação no TSE pedindo a derrubada do canal de WhatsApp “Exército do Lula”, criado pelo deputado federal e apoiador do petista André Janones (Rede-MG). Flávio argumentou que o canal estava sendo utilizado para disseminar notícias falsas contra ele, como a de que ele irá retirar de Nossa Senhora  Aparecida o posto de Padroeira do Brasil ou reduzir o valor que os aposentados do INSS recebem hoje.

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No domingo, Nunes Marques atendeu ao pedido do senador e mandou tirar o grupo do ar. No entanto, o tipo de ação proposta pela campanha dele — ação de investigação judicial eleitoral — é de competência do corregedor de Justiça, justamente porque é um processo para apurar, mais a fundo, se uma campanha está ou não cometendo abusos. Por isso, Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor do TSE, suspendeu horas mais tarde a decisão de Nunes Marques e pôs o canal de volta no ar.

O presidente da Corte pediu a confecção de um laudo pela AEED e agora o caso deve ser julgado, no seu mérito, pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral. O parecer técnico deverá servir de prova para fundamentar a posição dos ministros.

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