Política

O que Lula, Hugo Motta e Alcolumbre ganham com a nova aliança

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A reaproximação do presidente Lula com os presidentes da Câmara e do Senado vai além de uma reconciliação política entre o Palácio do Planalto e o Congresso. No programa Os Três Poderes, apresentado por Ricardo Ferraz, a editora Laryssa Borges avaliou que a movimentação reúne interesses eleitorais concretos dos três personagens: Lula quer transformar pautas de apelo popular em combustível para a reta final da campanha, enquanto Hugo Motta e Davi Alcolumbre fazem seus próprios cálculos para as próximas disputas políticas (este texto é um resumo do vídeo acima).

A avaliação surgiu durante a discussão sobre o fim da escala 6×1. Laryssa ressaltou que uma eventual aprovação da proposta não produziria efeitos imediatos para todos os trabalhadores, diante da existência de diferentes legislações específicas. Politicamente, porém, a movimentação em torno do tema pode servir como uma vitrine para o presidente nas semanas finais antes da eleição.

É nesse contexto que, segundo a editora, deve ser entendida a aproximação entre Lula, Motta e Alcolumbre. “Eu vejo que existe um jogo de interesses particulares muito evidentes”, afirmou Laryssa.

Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral

O que Alcolumbre espera receber de Lula?

Na avaliação apresentada no programa, o cálculo de Alcolumbre está relacionado à tentativa de permanecer no comando do Senado. Depois dos desentendimentos com Lula, o presidente da Casa teria razões para reconstruir as pontes com o Planalto.

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A editora observou que, em caso de vitória de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial, outros nomes poderiam ganhar força na corrida pelo comando do Senado. Entre os mencionados por ela estão Rogério Marinho, Tereza Cristina e, eventualmente, Arthur Lira.

Por isso, a dependência entre Alcolumbre e Lula seria recíproca. “Ele precisa de um apoio do presidente Lula e precisa que o presidente Lula dependa dele para aprovar essas pautas pra ele cobrar a fatura na eleição do Senado no início do ano que vem”, disse Laryssa.

Qual é o interesse eleitoral de Hugo Motta?

No caso de Motta, Laryssa identificou duas frentes. A primeira seria seu próprio projeto de permanecer na presidência da Câmara. A segunda envolve a candidatura de seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado pela Paraíba.

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Nabor não é o candidato prioritário do Planalto no estado. Ainda assim, como duas cadeiras estarão em disputa, Motta não precisaria necessariamente de um apoio formal de Lula, mas de gestos políticos que ajudassem a candidatura do pai.

“Ele precisa que o presidente Lula e os governistas mexam os pauzinhos pra que o pai dele entre em uma dessas duas vagas ao Senado”, afirmou Laryssa. Dessa forma, a relação com o Planalto também estaria diretamente ligada aos interesses eleitorais do presidente da Câmara.

E o que Lula busca no acordo?

Do outro lado da mesa, Lula precisa dos presidentes das duas Casas para movimentar pautas capazes de ganhar espaço na campanha. Laryssa citou especificamente o fim da escala 6×1 e da chamada taxa das blusinhas como temas que podem adquirir peso eleitoral, ainda que seus efeitos concretos não sejam imediatos.

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Na avaliação da editora, a articulação permitiria ao presidente tentar construir uma agenda positiva nas semanas finais antes do primeiro turno. Para isso, porém, depende da capacidade de Motta e Alcolumbre de fazer as propostas avançarem no Congresso.

A lógica, portanto, é de dependência mútua: o Planalto precisa do Congresso para produzir entregas políticas, enquanto os chefes das Casas enxergam na aproximação com Lula uma oportunidade para fortalecer seus próprios projetos.

Por que a aproximação é um “jogo de ganha-ganha”?

Para Laryssa, os interesses eleitorais ajudam a explicar por que antigos atritos podem ser deixados de lado quando os objetivos dos personagens voltam a convergir.

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“É um jogo de ganha ganha entre eles”, resumiu a editora. Na sua avaliação, a movimentação mostra que a aproximação não deve ser compreendida apenas pela ótica institucional, mas também pelos cálculos políticos de cada participante.

A conclusão de Laryssa foi ainda mais incisiva: “Eles todos pensam primeiro nos próprios interesses, na própria eleição e nos próprios palanques. E o eleitor fica em segundo plano”.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Os Três Poderes (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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